sábado, 10 de dezembro de 2016

Uma Aventura de Natal no Boulevard Olímpico





A partir de hoje, 10 de dezembro, até o dia 28 de dezembro a magia do Natal estará presente no Armazém 2 do Pier Mauá. Um evento inédito na cidade do Rio, tipo aqueles que rolam em Gramado.

Uma Aventura de Natal no Boulevard Olímpico



Ontem alguns convidados puderam conferir em primeira mão  o parque temático de Natal, “Uma Aventura de Natal" e nós estivemos lá.



A expectativa era grande para vermos o que seria essa aventura. Logo ao entrarmos no armazém, nos deparamos com o clima de deserto, passando entre dunas, piso de areia e camelos. 



Neste mesmo ambiente cruzamos também com Maria, os três Reis Magos e todo um cenário criado pra gente já entrar no clima da magia.


Após caminharmos pelo deserto chegamos à Galileia, onde encontramos um presépio enorme e bem lindo como atração principal, com o menino Jesus na manjedoura. Pastores e diversos animais compõem o local que reúne a cultura judaica e cristã. 

A iluminação, a música ambiente, tudo foi pensado e preparado pra gente ficar bem envolvido com o espírito Natalino.



Um mercado de camponeses com mercadorias da época também faz parte deste trecho.

Aí é só seguir o trajeto para a expectativa bater mais forte ainda. O caminho nos leva para a Cidade do Papai Noel.



Ali é só encanto! Referências à lenda do bom velhinho estão por todos os lados. As casas dos ursinhos, da Vovó Noel, dos doces e dos gatinhos fazem parte da cidade, além dos soldadinhos de chumbo e a tradicional fábrica de brinquedos.
 



No centro do espaço tem um pequeno palco onde um coral de ursos cantores se apresenta com canções natalinas. Muito fofos!



As crianças de todas as idades ficam encantadas e não querem sair dessa cidade, mas lá na frente tem mais aventura e emoção no Mundo de Gelo, uma representação do Polo Norte, com renas, um trenó cheio de presentes, ursos, pinguins. Os personagens têm movimentos e tem até uma rena que bate um papo com os visitantes. 



E é no Mundo do Gelo que está o bom velhinho em carne o osso proto para tirar foto com a criançada.



Depois da emoção de vivenciar a aventura da história do Natal, tem mais aventura ainda no "Espaço Aventura". O espaço é bem amplo e com várias atividades para as crianças. Tem atelier acrobático, o espaço kids com várias oficinas, como oficina de cupcakes, de reciclagem, de jardinagem. Tem maquiagem, joguinhos, e outras diversões a mais.


É nesta área de aventuras que rolam as apresentações de duendes acrobatas e também a lojinha. 




Já no lado de fora do galpão, mas ainda na área do Armazém 2, tinha um coral animando o público com canções Natalinas e foodtrucks com várias comidinhas e vista para a Baía de Guanabara com a Ponte Rio-Niterói ao fundo e o belíssimo Museu do Amanhã.

Foi uma tarde bem gostosa, cheia de aventuras no clina Natalino e depois ainda completamos com uma caminhada pelo Boulevard Olímpico até a Praça Mauá.




Serviço:

Uma Aventura de Natal
Local: Armazém 2 - Pier Mauá
Data: 10 a 28 de dezembro

DIAS E HORÁRIOS:

Abertura: 10 de Dezembro
Horário: 10h às 22h

Dias: 11, 16, 17, 18, 21, 22, 23, 26, 27 e 28 de dezembro
Horário: 10h ás 22h

Dias: 12, 13, 14, 15, 19 e 20 de Dezembro
Horário: 14h às 22h



Ingressos à venda

- Site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
- Bilheteria do Teatro Riachuelo Rio - Rua do Passeio, 38 - Cinelândia
- Funcionamento da bilheteria: Ter e Qua - 12h às 20h / Qui a Dom - 12h até 1 hora após o início do espetáculo em cartaz na casa.
- Funcionamento da bilheteria: Seg a sex - 13h às 22h / Sáb e Dom - 10h às 22h



Preços:

Segunda e Terça - R$20
Quarta a Sexta - R$30
Sábado e Domingo - R$40

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Bolo Húngaro de Natal

O Bolo Húngaro de Natal tem um cheiro, um sabor, uma textura... tudo muito especial e característico. Mexe com os sentidos. Me deixa com água na boca. Mesmo assim eu nunca tinha feito um.

Eu me lembro que há algum tempo, nem tão lá atrás assim, o tal do Bolo Húngaro bolo era exclusividade de Visconde de Mauá. Era só dizer que estávamos indo pra lá para alguém pedir para trazê-lo. Talvez por isso eu tenha achado que era algo muito difícil de fazer e mesmo gostando muito dele, nunca tenha nem pensado em tentar.

No final de semana passada eu estava caminhando na área da comidinhas da Babilônia Feira Hype com a Ana Luiza quando senti aquele cheiro de Visconde de Mauá. E ali em uma das barracas estava um bolo húngaro com uma cara maravilhosa. Mas eu resolvi que não iria comprá-lo. Iria fazê-lo em casa.

Fui na internet olhei várias receitas e todas eram bem semelhantes. Chamei a Sofia que prontamente ficou toda animada para nossa brincadeira culinária. Assim saiu o nosso primeiro bolo húngaro de Natal com muito orgulho, perfume, textura e sabor.

Receita de bolo húngaro


O que utilizamos:


- 1 xícara de chá bem cheia de farinha de trigo;
- 4 ovos;
- 2/3 de xícara de chá de açúcar mascavo;
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
- 1 colher de chá de fermento químico em pó;
- 100 gramas de castanha do Pará picadas;
- 100 gramas de amêndoas picadas;
- 100 gramas de nozes pecan picadas;
- 100 gramas de tâmaras secas sem caroço picadas;
- 100 gramas de damascos secos picados;
- 150 gramas de laranja e figo cristalizados picados;
- 1 colher de chá de canela em pó;
- 1 colher de chá de gengibre em pó;
- 1 colher de chá de essência de baunilha;
- 2 colheres de sopa da calda das cerejas.

Como fizemos:

Batemos os ovos rapidamente com um fouet e reservamos.

Picamos as frutas secas e reservamos.


Picamos as castanhas e reservamos.



Em um bowl grande misturamos as frutas secas já picadas com as castanhas. Fica um colorido bonito, né?




Adicionamos as especiarias (canela e gengibre), a essência de baunilha e a calda de cereja e misturamos. Acrescentamos os ovos batidos, demos aquele misturada em tudo e depois juntamos o açúcar, a farinha de trigo peneirada, o fermento e o bicarbonato também peneirados, sempre misturando. 

Colocamos a massa na forma para pão untada com manteiga e farinha (polvilhamos um pouco de canela com açúcar mascavo no fundo).

Levamos ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente uma hora. Esperamos esfriar para desenformar e servir. 

Ficou maravilhoso!
Pois é, nossas dificuldades somos nós que criamos. Muitas vezes nos limitamos por dificuldades que estão apenas na forma como olhamos para os obstáculos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Amigo-secreto do desapego


Lá "nos antigamente", mas nem tão antigamente assim, nesta época de Natal era um tal de todos darem presentes para todos. Coisa muito boa! Eu me lembro de sair doas Natais na casa da minha avó carregada de presentes.

Aí as coisas apertaram para todo mundo, essa coisa de presentear geral começou a ficar muito pesada, e veio a criatividade da galera e a brincadeira do amigo-secreto dominou o pedaço.

O prazer de ganhar muitos presentes foi substituído com louvor pela alegria da brincadeira. Começa com o sorteio, o mistério de quem tirou quem, bate aquele espírito detetive na galera e coisa e tal.

O amigo-secreto foi ganhando outras versões, como rouba-rouba inimigo-secreto, de R$ 1,99,  de um determinado presente (DVD, chocolate, doce. Eu já participei até de uma amigo-oculto de havainas e amei).

Por aqui eu senti que neste ano em que as coisas apertaram mais ainda, que o povo tá muito no sufoco, até as brincadeiras do amigo-secreto reduziram.

Mas é na crise que vem a criatividade, né? Na festa de fim de ano da minha aula de pintura, para não ficarmos sem a diversão do tal amigo-secreto, foi adotado o amigo-secreto do desapego. E o que foi isso:

- proibido comprar presente. Não é para gastar dinheiro;
- cada uma escolhe uma coisa que queira desapegar para levar para uma amiga;
- quando o presente fosse aberto a pessoa que o levou deveria contar a história dele;
- como são mulheres com variação muito grande de idade, optou-se por ser um objeto de casa;
- além de ser do desapego, seria de rouba-rouba (pra ficar mais divertido).

Cada uma escolheu um desapego, embrulhou e deixou em cima de uma mesa. Sorteamos a ordem de escolha do presente. A pessoa da vez poderia retirar um presente da mesa ou roubar um já aberto. Cada objeto só podia ser roubado uma vez.

A princípio eu achei difícil escolher um objeto aqui de casa para desapegar porque já tinha feito uma limpeza geral. Contei com a ajuda da Sofia que escolheu um quadrinho com dizeres e um porta-retrato do quarto dela. E lá fui para a nossa "festiva" de final de ano meio sem saber no que daria essa brincadeira.



Agora vou dizer que amei! Amei a ideia, amei as risadas com as amigas que desapegaram de várias coisas. Mas amei principalmente as histórias.

Teve a amiga que estava dando uma guinada na vida, mudando de profissão e resolveu desapegar de coisas relacionadas a fase que ficou para trás.

Teve amiga que ganhou um presente da sogra e este ficou escondido por 25 anos até o marido esquecer do tal objeto para que ele pudesse finalmente sair de trás do porta-retrato gigante e ser desapegado.

Teve presente de casamento da mãe que já tinha passado para a irmã, que já tinha despachado para outra irmã, que já tinha desovado na casa da outra irmã que aproveitou a oportunidade para desapegar.

Depois de tantas histórias de desapego eu saí da festa feliz, leve e muito mais apegada as minhas amigas de pintura.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Museu Internacional de Arte Naïf - Últimos dias para visitar


Eu já falei do MIAN - Museu Internacional de Arte Naïf  aqui no blog, mas vou falar de novo porque infelizmente ele irá fechar as portas agora no dia 23 de dezembro por falta de investimento e patrocínio. Lamentável. Uma grande perda cultural para o Rio.





O museu cheio de charme está localizado em um casarão do séc. XIX, tombado pelo Patrimônio Histórico, ali no Cosme Velho, bem perto da estação do Corcovado. Tipo bem perto mesmo, coisa de apenas alguns passos. 

O casarão além de cheio de charme, tem um ambiente gostoso, cercado de mangueiras e com um bistrô bem gostoso, o Da Cozinha Café. Daquelas casas que a gente passa em frente e tem vontade de entrar e fazer tipo esse gato. Ficar lá de bobeira, de preguiça, curtindo o acervo que é lindo, a lojinha, o bistrô. 



Falando em acervo, o MIAN  possui a maior coleção de arte naïf do mundo com cerca de 5.000 obras de artistas nacionais, de todos os estados brasileiros, e estrangeiros de mais de 100 países, do século XV aos dias de hoje.

 Quando eu falo do museu para alguém, sempre me perguntamo que é arte Naïf. Veja a definição que encontrei no site "A Cara do Rio", no post sobre o MIAN.

"O dicionário diz que naïf é aquilo que retrata simplesmente a verdade, a natureza sem artifício ou esforço: que é graciosamente inspirado pelo sentimento. O adjetivo francês naïf vem do latim nativus, que significa nascente, natural, espontâneo, primitivo. Assim, pode ser substituído também por ingênuo e primitivo. Essas definições poderiam servir para caracterizar a pintura naïf, que é natural, livre e pura. (FINKELSTEIN, 2001)."

Ou seja, uma definição rápida e simples de arte naïf é o conjunto de obras de artistas sem formação técnica específica ou linha definida. 

Eu sei é que a arte naïf é colorida, fácil de ver, uma arte que alegra, que dá vontade de pintar igual.



Olhando mais de perto, no detalhe, vai dizer que não tem um ar inocente e até infantil na pintura naïf?! E isso encanta as crianças de todas as idades. 



E o MIAN é assim, todo colorido e divertido. No primeiro piso encontramos o segundo maior painel em arte naïf do mundo. Uma declaração de amor à Cidade Maravilhosa, na tela "Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz".



Aliás, carioca que visita o museu encontra diversas referências da cidade neste primeiro andar do museu. 


Esta área que homenageia o Rio com seus atrativos e belezas naturais. Alguma telas de pontos turísticos ganharam uma releitura em reciclagem onde pede-se que se toque nas obras.

Pura inspiração para as crianças, né naõ?



Ainda no primeiro andar a "Nossa Gente", a "Nossa Cultura" e a "Nossa Natureza" são lembrandas e belamente representadas.




A grande maioria das peças são telas, mas vemos algumas esculturas também. 


No subsolo estão expostas as obras dos artistas internacionais.



E uma sala que nos convida para sermos artistas naïf por uns minutos desenhando a nossa atração turística ou animal favorito.


No segundo andar rever a história do Brasil contada em arte naïf, no maior painel do mundo no gênero, desde o descobrimento até a construção de Brasília.



Vale muito a pena a visita ao museu. Quem conhece pode ir lá fazer uma visita de despedida e quem não conhece pode aproveitar esses últimos dias.


Endereço: Rua Cosme Velho, 561 - Cosme Velho
Telefone: (21) 2205-8612
E-mail: contato@museunaif.com
Horário: de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábado e domingo das 10h às 17h


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Filme "Perfeita é a Mãe!"



No final daquele dia que eu estava meio estressada, que tinha corrido o dia todo para atender as diversas necessidades e solicitações das filhas, me joguei no sofá e chamei a família para vermos um filme juntos. Por acaso, bem por acaso mesmo (será?), escolhi a comédia "Perfeita é a Mãe!". Além de rir muito, eu me identifiquei em algumas situações. Aliás, eu acho que todas as mães que assistirem a esse filme irão se identificar.




Uma mãe que alia a vida profissional com a maternidade (por isso encara críticas sínicas de outras mães que dizem admirar a sua coragem de deixar os filhos para trabalhar e ainda perguntam se ela não sente saudade) e o papel de dona de casa, vive correndo para cima e para baixo, fazendo tudo ao mesmo tempo, tentando dar conta de tudo e mais um pouco, não sendo reconhecida pelo muito que faz, aliás, muito pelo contrário, apenas é cobrada pelo pouco que não consegue fazer e que pelo menos uma vez ao dia se sente a pior mãe do mundo (quem nunca?), chega ao seu limite.

Isso acontece depois de passar por uma decepção no casamento e culmina com uma reunião de pais na escola com ditame de regras sobre alimentação saudável (Ooooiii! Reconheço esse assunto).

No momento em que resolve dar um basta e iniciar uma revolucionária reviravolta ela encontra o apoio de outras duas mães também cansadas.

Assim Mila Kunis, a mãe multitarefa que se esforça para ser perfeita, mas está sempre atrasada, Kristen Bell, a dona de casa que cuida de quatro filhos e é submissa ao marido machista e Kathryn Hahn, a mãe relapsa que já jogou tudo pro alto e só quer saber de diversão, se tornam grandes amigas.

As três, apesar de muito diferentes entre si, se identificam por estarem cansadas.

Cansadas das muitas regras impostas sobre as mães. Regras essas só as fazem sentir que é impossível ser boa mãe.

Cansadas das expectativas e cobranças insanas que a sociedade, e nós mesmas, colocamos em cima da maternidade.

O filme faz a gente dar boas risadas, mas faz pensar também sobre as cobranças que colocamos em nós mesmos e as que aceitamos que os outros joguem em cima da gente.

Faz questionar o quanto nós mães nos esforçamos para sermos perfeitas e não conseguimos. O pior, mostra como muitas vezes criticamos e exigimos a pretensa perfeição em outras pessoas. 

A grande verdade é que nós mães, apesar de estarmos sempre fazendo o nosso melhor, erramos muito. Mas mesmo com os nossos erros somos as melhores mães para os nossos filhos. O melhor que temos a fazer é:

- assumir que como humanos "somos perfeitamente imperfeitos!”.
- vale a pena chutar o balde de vez em quando;
- sair com as amigas é tudo de bom;
- deixar os filhos se virarem faz bem. 

Concluindo o filme é divertido, apesar de superprevisível, gostoso de assistir, leve e descontraído.

E vejam os créditos! Tem os depoimentos hilários das mães das atrizes, uma revelação mais absurda do que a outra e que faz nos sentirmos mães quase perfeitas.


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