sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Cavalinho de Madeira - Pintura para alguém muito especial


Hoje meu sobrinho está fazendo um ano. Sim, eu tenho um sobrinho e ele é a coisa mais linda. Um bebezão gostoso, sorridente, simpático, daqueles que dá vontade de beijar e apertar muito. 

Como ele é muito especial, eu quis presenteá-lo com algo que tivesse o meu toque e que demonstrasse um pouco desse amor. Então, resolvi pintar um brinquedo para ele. 


Brinquedo que decora

Escolhi este tradicional cavalinho balanço de madeira. Sei lá, eu acho que toda criança quer ter um cavalinho de madeira e balançar como se estivesse cavalgando mundo afora.


Cavalinho escolhido, comecei a dar cores a ele com a orientação da professora Odila Freire.


Queria deixá-lo bem colorido.


Alegre.


Com detalhes todos pensados no meu bebezão sorridente.


A cada pincelada imaginei ele sorrindo, se divertindo e sentindo a emoção do balanço.

Brinquedos lúdicos

Eu sempre goste de brinquedos de madeira e fiquei pensando: que pena que eu não pintava quando as minhas filhas eram pequenas. Imagina como seria a casa com os brinquedos de madeira todos pintados?! 

Até fiquei com vontade de ter uma sobrinha para pintar uma casinha de madeira pra ela. Já estou cheia de ideias. 



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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Livro Infantojuvenil "A Mais Pura Verdade"


Semanalmente eu recebo a sugestão de quatro livros disponíveis na biblioteca do meu trabalho. Nesta semana uma capa, um título

Dica de livro infantojuvenil

e o comentário da obra que vem na orelha o livro me chamaram a atenção.



"A Mais Pura Verdade" é que eu não sabia nada sobre o livro, muito menos que era um infantojuvenil. Percebi isso logo no início da leitura, mas já estava envolvida com Mark e curiosa para saber se alcançaria o topo da montanha ou não. Então, apesar de já estar meio passada para este tipo de leitura, segui em frente com a leitura até para poder indicar para a Sofia.



A história é contada sob dois pontos de vistas: o de Mark, narrada em primeira pessoa e seus capítulos são marcados por quilômetros ainda a serem percorridos, e de Jesse narrada em terceira pessoa e apresentada em meios capítulos.


Justamente pelo fato dos dois personagens serem crianças de 12 anos e o livro ser um infantojuvenil a leitura fácil, com narrativa fluida e simples. O que me fez ler "A Mais Pura Verdade" do início ao fim, sem parar. Pra falar a verdade, parei algumas vezes para enxugar as lágrimas e me pegar pensando: "a pessoa pega um livro infanto-juvenil para ler e fica aqui se debulhando em lágrimas. Pode?".

Pode sim porque a história emociona. São 217 páginas cheias de sentimentos, dúvidas e questionamentos.





A história de Mark



Mark é um menino de 12 anos que decide partir para uma grande aventura atrás de um sonho. Talvez a última aventura de sua vida, não que ela vá durar muito tempo, e justamente por isso ele precisa fazer isso, mesmo que signifique deixar seus pais para trás e sua melhor amiga.

Parece egoísta e é em muitos momentos. Mas Mark sofre desde os 07 anos com a doença e tratamentos. Somente ele sabe a dor e o medo que enfrenta diariamente. Só ele sabe o quanto já está cansado de perceber o sentimento de piedade das outras pessoas.

Então, decidiu que estava na hora de viver sua última aventura, enfrentar o medo, ir para as montanhas e cumprir a promessa que fez para alguém muito especial.

Mark prepara a mochila com alguns suprimentos,


Beau, seu cachorro, seu grande companheiro de todas as horas. Nos trechos, e são muitos, que faz referência a amizade, fidelidade e companheirismo de Beau, eu pensei muito em nossa Xina e sua amizade com a família, mas principalmente com a Sofia. Algumas lágrimas rolaram nesses trechos.




Um caderno onde escreve seus haikais. Mark e Jesse gostam de trocar bilhetes em haikai, um tipo de poema japonês escrito em três versos, com algumas características e estrutura próprias. A característica do haikai usada por Mark corresponde à estrutura física. No haikai japonês, a forma corresponde a dezessete sons. No haikai brasileiro, ela se refere a dezessete sílabas poéticas, distribuídas em cinco sílabas poéticas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro, sem rimas e sem título. 
Eu gostei dessa brincadeira dos dois.


Uma câmera, que registra os fatos que vão acontecendo. como se fosse um diário para que seja encontrado. No trecho do livro que Mark fala sobre a sua paixão por fotos, eu como mãe me identifique. É exatamente essa a sensação que tenho e a motivo pelo qual quero fazer tantas fotos das minhas filhas. Para prender aquele momento, guardá-lo como meu. 


Dica de livro infantojuvenil


Durante a sua aventura, Mark enfrenta com muita coragem e determinação os problemas e dificuldades. Por outro lado também encontra pessoas que os ajudam.

Um livro que fala de de sentimentos como medo, raiva, dor, mas fala também de amizade, amor, coragem e determinação. Uma boa leitura tanto para crianças de 12 a 14 anos, quanto para adultos que queiram uma leitura leve e estejam com vontade de derramar algumas lágrimas.




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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Exposição "O Corpo É A Casa" no CCBB - De espectador a protagonista

Exposição nova no Centro Cultural Banco do Brasil e eu já estou lá para conferir.

"O Corpo É A Casa", do artista austríaco Erwin Wrum, chegou ao CCBB TJ em 11 de outubro depois de passar por Brasília, São Paulo e Belho Horizonte.

A exposição contempla cerca de 40 obras, entre esculturas, vídeos, instalações, performances e intervenções.

Algumas das obras são enormes, como a "Casa Gorda" que ao entrar constatamos que, além de fofa, ela é cheia de sentimentos e está na maior crise existencial, cheia de questionamentos sobre ser ou não ser.
 

Outro que está com sobrepeso na exposição "O Corpo É A Casa" é o Porche conversível vermelho, símbolo de consumo. 


A intenção do artista é propor uma visão crítica da sociedade de consumo e para isto usa objetos que estão presentes no dia a dia dos visitantes, alimentos, estruturas arquitetônicas.


Erwin Wurn usa formas expandidas e distorcidas o que torna as obras divertidas.


A parte mais divertida da exposição são as One Minute Sculptures, Esculturas de um minuto. 

Objetos comuns estão espalhadas ao longo da exposição em tablados brancos com instruções.



O espectador é convidado a interagir com os objetos mostrando todo o seu potencial de se tornar uma obra de arte. 


Um simples blusão no chão.


Um minuto depois nos tornamos a escultura "Double Piece".





Uma casinha de cachorro se torna o "Confessionário", onde duas pessoas podem se deitar no tablado e se encontrar ali dentro.

Confesso que não rolou confissão, apenas muita risada.



Uma mistura de escultura e performance é o que nos tornamos neste puf amarelo.



O corpo se torna objeto. Me tornei uma estante para guardar os filósofos mais amados.



“Andy Warhol falou que no futuro todos seriam famosos por 15 minutos. Erwin Wurm fala que as todas pessoas serão esculturas por um minuto."





Vesti outras opiniões, roupas, interagi, fiz parte da performance. De espectadora passei a protagonista das obras e me diverti bastante. 


A exposição é divertida, descontraída, superengraçada. Um ótimo programa para curtir em família. Uma ótima oportunidade para aproximar as crianças de museus e arte, além de questionar a nossa forma de consumo.

A exposição fica em cartaz até o dia 08 de janeiro de 2018, no CCBB-RJ.


Serviço:

CCBB RJ
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro (Praça XV/Candelária)
Entrada gratuita
Até 08/01, das 9h às 21h. Não abre às terças-feiras.



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sábado, 14 de outubro de 2017

A Semana 41 de 2017 - Valorize


A caminho de um encontro com amigos vi esta placa pendurada em uma árvore. Fotografei. E resolvi trazer esta palavra para a minha semana. Valorizar. 



Valorizar cada momento já é algo que eu procuro fazer sempre. Mas nesta semana decidi valorizar com um olhar de criança. 

Crianças ficam felizes com coisas simples como um pirulito, um balão colorido, um mergulho na piscina, uma brincadeira na areia.

Fiquei grata pelo encontro com os amigos, valorizei nossas conversas e nossas risadas. Fiquei grata por encontrar esta placa no meu caminho e inspirar a minha semana.


A Ana Luiza me pediu para fazer um risoto no almoço. A ideia era fazer o risoto de lula, tomate é brócolis. Como a lula não ficou boa, substitui em cima da hora por queijo feta e ficou delicioso. Contei a história e a receita do nosso risoto de queijo feta, brócolis e tomate neste post AQUI.


Valorizei cada garfada deste risoto delicioso.

A Sofia quis fazer um bolo, mas não sabia de qual sabor. Fomos buscar inspiração nos episódios do programa da Rainha da Sucata e a receita escolhida foi Bolo de Chocolate sem Farinha. Ficou perfeito.


Valorizei o cheiro, a textura e o sabor desse bolo.

Fiquei muito grata pelos nossos momentos na cozinha e almoço em família saboreando a comida gostosa feita com a colaboração de todos.

Fui assistir a cabine de imprensa ao filme "Downsizing" que esteve presente no Festival do Rio e vai estrear na telonas apenas em janeiro de 2018. Falei mais do filme no post sobre o Festival do Rio.



Valorizei estar sentada naquela poltrona confortável, comendo uma fatia de pizza, desligada do mundo lá fora e imersa na história e cenários do filme.

Fiquei grata pela oportunidade de conferir o filme, ter um momento de lazer e descontração, e ainda poder contar em primeira mão. 


O dia das crianças em si, foi o dia de constatar que não tenho mais crianças em casa, apesar de oficialmente a Sofia ainda ser até o ano que vem. O que me fez encarar essa realidade? Os pedidos de dia das crianças dela. Vejam quais foram: ficar uma semana sem lavar louça e ir ao cinema sozinha com as amigas. Pode isso?

Então aproveitamos o feriado almoçando juntos. 


Valorizei a presença de cada um, os sorrisos, as conversas, o simples fato de estarmos todos juntos. 

Fiquei grata por ver que minhas filhas estão crescendo educadas, responsáveis, éticas e com valores que admiro. 

Depois cada um foi para o seu lado.

A Sofia foi com as amigas assistir "A Morte Te Dá Parabéns" (eu me arrepio só de pensar). A Ana Luiza foi se arrumar para sair com as amigas.

Aproveitei então para ir ao cinema com o marido. Fomos ver "Blade Runner". 


Não gostei muito do filme, esperava mais e achei desnecessariamente longo, mas valorizei o programa a dois e estarmos juntos.

Fiquei grata pelo nosso dia.

Saí com o marido para conversar, relaxar e brindar. Vou confessar que escolhi este por causa do nome e gostei muito. 


Posso dizer que valorizei cada gole. 

Durante toda a semana ao chegar no trabalho encontrei sobre a minha mesa uma surpresa em homenagem ao Dia das Crianças. A cada dia uma lembrança da época em que olhamos, valorizamos as coisas simples da vida e escolhemos ser felizes. 


Valorizei cada presente e cada mensagem deixada em cima da minha mesa de trabalho.

Fiquei grata por trabalhar e ter a minha vida profissional.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.



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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Filme Patti Cake$


Assisti ao filme "Patti Cake$", de Geremy Jasper, na Cabine de Imprensa do Festival do Rio, e gostei muito. O filme será lançado no circuito oficial em 02 de novembro e é uma boa pedida para assistir com os filhos adolescentes (ainda não saiu a classificação etária, mas acredito que a partir de 14 anos) que curtam RAP, Hip-Hop, este estilo de música. E mesmo ser um programa adulto para fazer a dois, com amigos ou sozinha. 



Patricia Dombrowski, , também conhecida como Pilla K, também conhecida como Patti Cake, tem 23 anos. Ela sonha em se tornar uma estrela do hip-hop, conhecer O-Z, o Deus de Rap, e deixar sua vida dura na pequena cidade de Nova Jersey para trás.


Patti Cake é uma jovem estigmatizada por sua aparência física, sofre com um apelido que a persegue desde a infância, trabalha duro em bares caídos e restaurantes para driblar a dificuldade financeira da família, e ainda precisa cuidar de Nana, sua avó, a quem ela ama, e Barb, sua mãe, uma cantora fracassada e totalmente instável.

Em paralelo a toda essa dificuldade Patti Cake alimenta o seu sonho de fazer fama e fortuna no mundo da música. Escreve poesia e letras de suas músicas em cada intervalo, a cada oportunidade, sempre que bate uma inspiração. Para alimentar o seu desejo de se integrar ao ambiente machista do Rap que insiste em rejeitar a mulher branca e obesa, Patti Cake conta com a própria determinação em ter lugar em um grupo e sociedade, o incentivo do seu melhor amigo Jheri e o apoio da avó. As rimas de Patti são suficientemente afiadas para convencer-nos de que ela tem a chance superar todos os obstáculos impostos pelo ambiente hostil e competitivo do mundo do hip-hop. 



Confesso que RAP não é o meu estilo de música preferido. E mesmo assim o filme me agradou muito. Isso porque a força do filme está muito além da música. Está na escrita, nos personagens e nas as relações complexas entre eles.

O amor atormentado entre Patti e sua mãe aparentemente dura (Bridget Everett), a revolta interior e a doçura de Patti, a relação avó e neta. Nestas relações avó-mãe-filha podemos ver o quanto as frustrações e os erros podem ser levados de uma geração para outra e repetidos.

Patti Cake é uma garota zombada e marginalizada, e mesmo não permitindo que os valentões e bullies tenham a última palavra, sofre. Mas enfrenta o mundo cruel a sua volta de forma intimidadora sem perder a doçura, mostrando o que é resiliência

Um filme que fala de preconceito, bullying, sonho, determinação, superação e da força do amor e da amizade.




Sinopse: Patricia "Killa P" Dombrowski canta suas rimas atrás do balcão de um bar para conseguir pagar os gastos médicos de sua avó e sustentar sua mãe alcóolatra cuja carreira musical nunca deu certo. Patti e seu parceiro e melhor amigo Jheri sonham com fama, fortuna e escapar de Dirty Jersey o mais rápido possível, mas ainda não encontraram um produtor que possa alavancar suas carreiras. Até que ela inesperadamente se aproxima de Basterd, um recluso músico de goth-metal que poderá ser sua chance de chegar ao estrelato no hip-hop.





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