sábado, 29 de agosto de 2009

Qual o seu medo ?

Eu estava colocando a Sofia para dormir, fazendo massagem e contando história, assim como fazia com a Ana Luiza. De repente a Sofia viu uma cortina se mexer e se assustou dizendo:
- Mãe, tem alguém atrás da cortina.
- Não tem, não. Foi só o vento.
- Eu estou com medo, mãe.

A Sofia está na fase do medo. Normal! Todas as crianças passa por isso. Faz parte do desenvolvimento e amadurecimento. Cada faixa etária, normalmente, tem o seu medo específico. Por exemplo:

- De 1 ano e meio a 3 anos - apresentam medo do escuro, de pessoas mascaradas ou fantasiadas, de ficar sozinho.

- Se 3 a 5 anos - os medos mais comuns são: monstros, trovão, escuro, de se perder, fantasmas

Para ajudar as crianças é importante:

- respeitar o medo da criança. Esse sentimento é genuíno.
- permitir que ela se expresse. Ouvir o sentimento da criança ajuda a entender o que ela está sentindo e a buscar maneiras de tranquilizá-la.
- Explicar que nada lhe acontecerá de mal.
- Ajudar a criança a enfrentar o medo aos poucos, sem forçar a nada. Se a criança tem medo de pessoas fantasiadas, não adianta forçá-la a tirar foto com Papai Noel, por exemplo.
- Contar histórias de superação em relação ao medo apresentado pela criança.
- Criar as próprias histórias em que objeto do medo sejam personagens divertidos e do bem, quando possível. Se o medo for de monstro, este pode ser gente boa. Já se o medo for de bandido, não dá para o bandido ser bonzinho, né?

Voltando ao medo da Sofia da cortina balançando no escuro. A Sofia acabou de fazer quatro anos e está na fase do medo de monstros e de escuro.

Eu me lembrei do filme Monstros SA e resolvi criar uma história com uma monstrinha bem gente boa.

Falei que devia ser a Monstrina, uma monstrinha da cortina (tá certo, foi uma mentirinha minha. Podia ter dito que era o vento, coisa e tal. Mas eu adoro esse universo lúdico da fantasia e resolvi entrar nele). Contei que a Monstrina era uma monstrinha muito fofinha, cor de rosa e que queria ser amiga das crianças. Como a Sofia não conseguiu ver a Monstrina quis que eu a desenhasse para ela colorir.




Pronto, a Sofia ficou toda interessada e me pediu para fazer uma história da Monstrina. Dessa vez a própria Sofia me pediu para eu gravar a história AQUI para depois eu não esquecer.



Isso é ótimo porque eu e a Ana Luiza tínhamos várias histórias com fadas, monstrinhos bons e duendes que, como não registramos, esquecemos.

Nesses dias em que o medo bateu à nossa porta aproveitei para incluir na nossa leitura noturna os livros da coleção "Quem Tem Medo", da Ruth Rocha com ilustração da Mariana Massarani. Eu já havia lido esses livros para a Ana Luiza justamente quando ela estava em torno dos quatro anos (mesma idade da Sofia) e começou a apresentar alguns medos. A diferença é que os medos da Ana Luiza eram mais reais, tipo medo de ladrão.

Livro Quem tem medo de Monstro?


Esses livros ensinam que todo mundo tem um medo escondido, compartilhado que, pode diminuir de tamanho e quem sabe, sumir...

Livro infantil "Quem tem mede de quê?"


Bom, o medo de monstro sumiu da Sofia, o medo de ladrão da Ana Luiza ficou um medo normal e o meu medo de ficar presa no elevador está sob controle.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CHAIKA, suas delícias e muitas lembranças

Quando eu tinha em torno de 10-12 anos ir lanchar na CHAIKA era um evento mais do que especial. Eu acho que era um dos únicos lugares, na época, no Rio, que tinha waffles. E os sundaes? Enormes e enfeitados com aqueles guarda-chuvinhas de papel multicoloridos. Era um mundo de opções. Um sonho para as crianças. E muitas vezes, na verdade todas as vezes, eu escolhia o sorvete pelo enfeite que ele traria.

Algum tempo depois, quando eu estava na faixa dos 18 aos 20 e poucos anos, era um tradicional programa de domingo ir ao cinema e depois lanchar na Chaika. Não podia faltar o lanche na Chaika no final da tarde. E o que era aquela delícia de nozes?

Nessa fase fui várias vezes com as minhas amigas Simone e Fabíola e temos muitas histórias que nos fazem rir até hoje.

Ontem eu e Simone fomos andar em Ipanema com as crianças e resolvemos levá-las na tradicional CHAIKA, que é um dos símbolos do bairro. Assim que sentamos a Simone falou:

- Esse lugar traz lembranças.

E traz mesmo, lembranças divertidas, engraçadas e de momentos felizes. Literalmente, lembranças de sabores da vida. O biscoito recheado de brigadeiro está entre elas.

Só ontem percebi que eu nunca tinha levado as minhas filhas nesse lugar que me traz boas recordações, acredita?

Rimos muito, nos divertimos e as crianças ficaram impressionadíssimas com o tamanho do Super Milk Shake. Mesmo assim percebi que para as minhas filhas a CHAIKA não teve aquele impacto que tinha para mim. Acho que pela quantidade e opções que dispomos atualmente, a CHAIKA para elas não passou de uma lanchonete legal. Mesmo assim foi especial estar lá com as minhas filhas, minha amiga e seus filhos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Livraria

Costumamos fazer da ida à Livraria um programa. Assim como vamos ao cinema, ao teatro, etc .. Vamos também um livrarias. Sentamos no chão, escolhemos alguns livros e eu conto as histórias. Como não dá para comprar todos os livros que a Ana Luiza ea querem Sofia, lemos vários ali mesmo na livraria e compramos um ou outro.
A livraria preferida era o da Ana Luiza Hartmann, que aliás não era exatmente uma livraria. Era um café que também vendia livros, CDs e DVDs. Como ficava ao lado da nossa casa íamos lá com muita frequencia. Pena que acabou, virou um prédio.

Ana Luiza com 5 aninhos em uma de suas idas ao Hartmann.


Já a livraria preferida da Sofia é uma Malasartes no Shopping da Gávea.

Aqui a Sofia com 3 anos em uma de suas idas um Malasartes.


Também costumamos ir a lançamentos. É bem legal o contato das crianças com os outores e ilustradores.

As duas na Livraria Argumanro no Lançamento do Livro O REI OIAC.





No final de semana passado fomos na Siciliano e li vários histórias para a Sofia. Depois de ter lido toda a série de 6 livrinhos, não resisti e trouxe para casa SOFIA uma fada da Solidariedade que não paro de ler para ela desde então.
Não tinha nenhum livro da Fada Ana Luiza e eu sugeri fazermos uma história Ana Luiza A Fada da tolerância mas ela não gostou nada da idéia.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Adivinha Quanto Eu Te Amo

Estava procurando um livro para ler para a Sofia e me lembrei de uma leitura muito gostosa e divertida que fiz com a Ana Luiza. Na época a Ana tinha a mesma idade que a Sofia tem hoje, 4 anos.
Lá fui eu para as muitas prateleiras de livros que temos em casa. Depois de algumas buscas, encontrei o livro: "Adivinha Quanto Eu Te Amo".


É uma leitura linda, emocionante, singela, delicada, tudo de bom. Nelas os coelhos pai e filho demonstram o tamanho do amor um pelo outro.

Acabada a leitura, por coincidência ou não, a Sofia começou a mesma brincadeira que a Ana Luiza fez na ocasião em que li este livro para ela. E isso sem eu falar nada!

- Mamãe, eu te amo do meu tamanho.
- E eu te amo do meu tamanho - respondi.
- Eu te amo do tamanho dessa casa.
- E eu te amo do tamanho desse prédio - respondi.
- Mamãe, eu te amo do tamanho de todos os prédios.

Aí o Antonio entrou na brincadeira e seguimos.

Quando a Sofia foi dormir iniciou outra série de "eu te amo do tamanho de".

Hoje, assim que ela acordou, a primeira coisa que me falou foi:

- Mãe, eu te amo do tamanho de todos os países.

Muito engraçado e superinteressante ver como a Sofia repete as mesmas frases que a Ana Luiza disse há 6 anos atrás. Nossa fiquei impressionada! É emocionante reviver com a Sofia alguns dos momentos especiais que vivi com a Ana Luiza. Cada uma tem as suas características, as suas qualidades, o seu jeitinho próprio e especial que me encanta. Me encantam nas diferenças, me encantam nas semelhanças. Me fazer aprender a cada dia, fazem eu me reinventar e me estimulam. Um amor enorme e sem medidas.
a leitura e brincar com a imensidão do nosso amor, resolvemos desenhá-lo. Refiz um dos desenhos no PowerPoint. A Sofia, que adora um brilho, quis enfeitar com glitter e ficou lindo.

O nosso amor dá infinitas voltas na terra, vai até a lua, volta, dá mais infinitas voltas, vai à lua e não para de girar porque ele é infinito com o Universo.


Uma delícia de livro que mostra bem como o amor dos pais por seus filhos é imensurável.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cariocando em três fases

Antes de ter as minhas filhas era assim que eu visitava um dos cartões postais mais lindos da nossa cidade. Muita emoção, uma tremenda sensação de conquista.



Alguns anos depois, em agosto de 2003, com o coração mais carregado de emoção, levei a Ana Luiza que estava com 4 anos para conhecer o Pão de Açúcar e o Corcovado. Levamos com a gente a Regi Vó e Vô Neném. Um dia lindo, um visual incrível e de repente o tempo fechou, caiu uma chuva tremenda e os Bondinhos ficaram parados por algum tempo. Esse contratempo não diminuiu em nada a nossa diversão.



Mais alguns anos, o coração mais carregado de emoção ainda, voltei ao Pão de Açúcar para apresentar a Sofia esse ponto turístico da nossa cidade. Coincidentemente em agosto de 2009 com a Sofia com 4 anos. O dia estava especialmente lindo, nós adoramos o passeio, as meninas se divertiram nas trilhas andando, relaxando nas espreguiçadeiras, observando os micos, tirando fotos e curtindo o visual.
Quando chegamos em casa a Sofia ligou para a Gisele e contou do passeio e disse que conheceu muitas coisas. Falou para a Renilda, nossa ajudante do lar, que ela perdeu o visual.





Agora eu conheço a verdadeira emoçã,o mesmo subindo pelo bondinho tradicional. Minhas filhotas me possibilitam esse sentimento de realização e de conquista diariamente.

domingo, 9 de agosto de 2009

Pintura em Seda (atualizado em 2010)

Pinturas das minhas artistas feitas no Rio das Pedras


Em 2007 e 2008

Em 2009 (Sofia fez a sua primeira pintura em seda)


O assistente de pintura


2010 em Itaparica



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AnjaLu e AnjaSo

Sofia estava querendo pintar e eu tinha uns CDs que não eram regraváveis e já não serviam mais. E o que fazer com os CDs pintados? Resolvi usá-los para fazer uns desenhos e fizemos um peixe.




Sofia disse que peixe não é assim, que esse estava muito gordo e peixe é magrinho.
Para poder explicar o peixe gordo acabei inventando a história da AnjaLu e AnjaSo que foi baseada na nossa viagem ao Club Med. Com isso a brincadeira ficou bem divertida e acabamos fazendo vários desenhos-pintura.

Seres do rio



Seres do mar, esses ainda estão inacabados o que significa que a brincadeira ainda vai durar mais alguns dias.




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