domingo, 28 de agosto de 2016

A Semana 35 - Semana de Cinzas


Depois de todo o clima positivo dos Jogos Olímpicos, a semana inteira foi como uma longa quarta-feira de cinzas. Um saudosismo, uma vontade de quero mais. Mas é só pensar que todo esse  círculo virtuoso de energia positiva, de autoestima, de orgulho, foi criado por nós mesmos, e somos nós que podemos mantê-lo.

Bom, mas depois de muito trabalho, essa foi uma semana de descanso. Ficamos mais em casa. Teve muita sessão de cinema no sofá com pipoca.

Assistimos o filme "O Maior Amor do Mundo" que tem um elenco incrível e uma promessa de ótimo assunto, o amor de mãe. São quatro histórias entrelaçadas que falam do amor da mãe separada que tem que compartilhar os filhos com a madrasta, do pai que faz o papel de mãe, da mãe que abandonou a filha, da filha que tem problemas de relacionamento com a mãe. Entre essas histórias o filme ainda aborda temas, como preconceito, racismo e escolhas sexuais. Apesar de toda essa receita, no final da contas, o resultado não é lá essas coisas. As histórias ficam muito na superficialidade. Mas é uma comédia leve, dá para dar boas risadas, e para serve bem para uma diversão descontraída em família sem grandes pretensões.



Vi com a Ana Luiza o filme "A Vingança Está na Moda". Sabe aquele filme que quando você vê o trailler pensa logo: esse filme eu vou ver, e fica esperando a estreia?! Foi esse. Acabei perdendo a estreia no cinema, mas assim que vi que estava liberado no NOW fui ver. E vou te contar... me decepcionei. A Ana Luiza achou bem chato e perdeu o interesse em ver. Ficou ali no sofá ao meu lado  para fazer companhia. Eu fiquei até o último momento com esperança de que melhorasse, mas não rolou. De qualquer forma foi um momento relax que tive com a minha filha e aproveitamos bem a pipoca que a Sofia fez pra gente.



Aproveitei a semana de intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em que o trabalho ficou em ritmo normal para fazer coisas que eu não estava conseguindo fazer, como: ir a minha aula de pintura e curtir a cozinha com as minhas filhas. Fizemos um bolo mesclado que ficou bem bonito. 


Fui com a Ana Luiza resolver o vestido de formatura dela, passeamos pelo shopping, almoçamos juntas, nos desconectamos dos outros (inclusive nem teve fotos) e nos conectamos uma a outra.

Fui com a Sofia ver a Ginástica Olímpica que ela quer tanto fazer.


E no trabalho foi hora de ajustes para os Jogo Paralímpicos que, com certeza, serão de muita emoção.



Este post faz parte da BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Bolo Mesclado


Resolvemos fazer um bolo simples, bem simples mesmo, daqueles que já estavam nos cadernos de receitas da bisa. E mesmo a receita sendo simples, a gente queria dar uma cara diferente para o nosso bolo do lanche da tarde. E pensando em fazer algo diferente, fizemos um bolo mesclado.

Sabemos que esse bolo mesclado não é nenhuma grande novidade aqui pela internet. Eu mesma já fiquei com água na boca algumas vezes enquanto navegava pelas redes e via imagens dele. Mas sabe aquela coisa que você olha e já acha que é muito difícil e nem tenta? Então, eu achava que fazer um bolo assim era coisa de profissional do forno e fogão, e que nem com a ajuda da Nossa Senhora Protetora das Colheres de Pau eu daria conta.

Acontece que a Sofia é destemida na cozinha e quando eu mostrei a ideia do bolo mesclado ela quis logo encarar. E vou contar que foi bem mais fácil, mas muito mais fácil mesmo do que eu imaginei. E muito lindo!


bolo mesclado

 

Usamos a receita mais simples de bolo que existe. Fizemos duas massas: uma com chocolate e outra sem.

O que utilizamos para a massa de chocolate:

                 
- 2 xícaras de chá de farinha de trigo;
- 1 xícara de chá de açúcar;
- 1 xícara de chá de leite;
- 1 xícara de chá de óleo;
- 2 ovos;
- 1 xícara de chá de Nescau;
- 1 colher de sopa de fermento em pó.

Como fizemos:

Batemos no liquidificar o leite, o óleo e os ovos. Em um recipiente misturamos o açúcar, a farinha e o Nescau. Adicionamos a mistura líquida sempre mexendo. Finalizamos com o fermento em pó.

Fizemos a massa branca com a mesma receita sem o Nescau. 

Untamos uma forma redonda e colocamos uma concha de cada massa por vez. Começamos com a massa de chocolate colocando uma concha bem no centro da forma. Depois colocamos uma concha da massa branca bem no centro da massa de chocolate.

bolo mesclado

Seguimos alternando as camadas até as massas acabarem.


bolo mesclado

Levamos ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 40 minutos.

Esperamos esfriar e desenformamos. Ficou tão bonito que nem colocamos calda. 

Receita de bolo mesclado


Ficou gostoso, mas eu acho que ficaria mais gostoso se a massa branca fosse feita com laranja. Fica a dica.

Às vezes criamos barreiras para nós mesmos. Colocamos limites pelo simples fato de não tentar, não arriscar. Mas quando estamos dispostos a correr riscos vamos mais longe. Nos surpreendemos.

Simples assim.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Minha filha não gosta de ler. Seria Insuficiência de Convergência?

Eu estimulo e incentivo muito a leitura aqui em casa e entre os meus amigos. Usei com a Sofia e a Ana Luiza os mesmos recursos. A Ana Luiza sempre adorou ler, está constantemente com um livro embaixo do braço, se está estressada vai ler para relaxar, coisas assim. Já a Sofia amava as histórias que eu contava, se interessou por ler enquanto os livros eram pequenos com letras grandes e imagens maiores ainda.

Com a evolução da leitura, a Sofia começou a achar cansativo ler, reclamava de ficar cansada, de não conseguir se concentrar por muito tempo em um mesmo livro, e coisa e tal.

Eu deixei rolar, afinal temos livros disponíveis em casa, tem os livros de quando a Ana Luiza tinha a idade dela, vamos sempre às livrarias e se ela se interessa por um ou outro trazemos para casa. Teve a fase que ela se empolgou com o "Diário do Minecraft", depois com os livros do Harry Potter, e quando eu achava que a Sofia ia engrenar na paixão pela leitura, ela abandonava os livros de lado e dizia que ler cansa.

Então né, vamos respeitar o gosto dela, deixar o tempo dela, afinal a Sofia é mesmo muito agitada, é bem mais de atividades físicas e agitadas do que intelectuais e calmas. Ela prefere andar de patins na Lagoa a ir ao cinema, prefere pular corda no play a ler um livro. De qualquer forma os livros estão aqui presentes e ela tem o exemplo da mãe, do pai e da irmã que leem bastante. Relaxei.

Esse ano com o aumento do volume de conteúdo para estudar, a Sofia começou a reclamar que tinha muita matéria para ler e que ela ficava cansada. No princípio falei que era treino e com o tempo se acostumaria. Mas com o tempo a reclamação passou a ser de dores de cabeça, na testa, acima dos olhos sempre que lia muito.

As duas, a Ana Luiza e a Sofia, fazem revisão com o oftalmologista uma vez por ano, já tinham feito nesse ano e estava tudo bem. Mas diante das reclamações levamos novamente. E aí foi identificada a causa desse cansaço todo para ler: insuficiência de convergência.


  • Mas o quê que é isso ou what porra is this?


É simples, é a dificuldade de ambos os olhos em acompanhar um objeto próximo dirigindo-se a raiz do seu nariz, sendo que um ou ambos, podem desviar em direção oposta. Ou seja, sabe aquela brincadeira de ficar vesgo? Aquela de olhar para a ponta do dedo e ir aproximando-o da ponta do nariz até ficar vesgo? Aquela que diziam que se batesse um vento a gente ficaria vesgo para sempre? Então, a pessoa com dificuldade de convergência não curte muito essa brincadeira porque não consegue ficar vesgo dos dois olhos ao mesmo tempo. O engraçado é que às vezes consegue o mais difícil: ficar vesgo de um olho só.

  • Quais são os sintomas?

Muitos, como:

- Dificuldade de concentração;
- Ficar cansado ao ler;
- Ter sonolência; 
- Sensação de que as palavras se movem.

No caso da Sofia, esses acima me confundiram com a falta de gosto pela leitura e na verdade eles é que causavam o desinteresse.

- Pular linha na leitura e por isso fazer uso do dedo quando lê;
- Olhos pesados;
- Cerrar ou esfregar os olhos;
- Fechar de um dos olhos para ler;
- Enjoos;
- Dores de cabeça.

Somente quando a Sofia apresentou os sintomas mais físicos, digamos assim, como dor de cabeça, enjoo e esfregação dos olhos é que nos atentamos para a possibilidade de "não gostar de ler" poder ser uma questão de problema nos olhos. 

  • Qual foi o tratamento?
Aqui em casa a recomendação foi de exercícios de terapia visual feitos em casa. Muito simples, mas que precisam de disciplina. A Sofia fez direitinho e o resultado foi muito rápido.


O primeiro foi esse com os pontos vermelhos. A parte do X fica na boca e deve fixar os olhos nos três pontos vermelhos começando do mais distante da boca para o mais próximo. Repetir o movimento durante cinco minutos duas vezes por dia.

Ao fazer o exercício o que vemos em cada ponto é mais ou menos assim.



Após dois meses fazendo este primeiro exercício, a Sofia teve uma consulta de revisão e já tinha evoluído bastante. O exercício então foi alterado para o da linha preta com as três bolinhas. O processo é praticamente o mesmo, porém dessa vez o exercício deve ser executado durante um mês, parar por 15 dias, fazer mais um mês, parar por 15 dias e fazer a revisão. O que deve ser visto ao executar o exercício é o que está explicado em preto.


Normalmente quando a criança vai ser alfabetizada a escola pede o exame de vista. As minhas duas filhas fizeram nesta época e:
- a Ana Luiza apresentou dificuldade de convergência. A recomendação inicial foi avisar na escola que se ela precisasse usar o dedo para acompanhar a leitura era para deixar, e acompanhar. Ela não precisou do dedo, não teve problemas para ler e não apresentou nenhum sintoma.
- a Sofia não apresentou dificuldade de convergência. Os sintomas apareceram, mas inicialmente não percebemos. Somente quando vieram as dores de cabeça é que nos demos conta.

Fica o post como dica, caso esteja passando por alguns dos sintomas apontados. O legal é procurar o oculista e se tiver que fazer o tratamento, é tranquilo.  

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Findi 34 - Lanche Olímpico

Os posts dos findis ficaram suspensos por um período. Gente, o último foi o Findi 30, pode? Pode sim. Nesse período de Jogos Olímpicos os meus finais de semana ficaram por conta de trabalho ou descanso por muito trabalho. Rolaram coisas interessantes sim, como o esnsaio geral da cerimônia de abertura dos Jogos Rio2016, mas eu não podia contar. Tinha que manter o segredo e a surpresa.

Neste final de semana eu também trabalhei, mas além da saudade de fazer o post do final de semana, da vontade de deixar os bons momentos registrados, rolou um lanche olímpico na casa de uma amiga para assistirmos a cerimônia de encerramento juntas. Daí o post saiu.



A mesa que a Simone fez ficou superlinda, simples e bem criativa. Fica a dica para fazer um lanche divertido e aproveitar as Paralimpíadas que estão por vir.

As bandeirinhas dos países foram obtidas na internet, impressas em papel normal e coladas nos palitos de churrasco. Simples assim!



Os copos que foram sucesso nas arenas de competição foram usados na decoração e como porta-guardanapos. E o prato de campo de futebol é uma graça, né? A bandeira da Alemanha ficou ali bem embaixo do campo.


Teve queijo para relembrar a França e os copos ganhos na Casa da França, conhecida como Club France.


Presunto e azeites espanhóis.


Chouriço e vinho portugueses.



Pão italiano.


Castanha-de-caju, queijo de coalho e geleia de pimenta do nosso Brasil varonil.


O sabor do Japão foi representado pelo shitaki em conserva para comer com biscoitinho.


Coca-Cola para os Estados Unidos. 


Cerveja Belga para quem é de cerveja.


Tudo uma delícia e acompanhado de muita emoção.


A cerimônia de encerramento foi linda, emocionante e mais uma vez mostrou o nosso melhor. Mostrou quem somos. Mostrou mais uma vez quem é o Brasil, quem é o Rio. Encerrou com mais um banho de autoestima.

Este post faz parte da BC Coisinhas de Findi.


domingo, 21 de agosto de 2016

A Semana 34 - Vivendo os Jogos Rio2016 III


Mais uma semana no clima olímpico com muito trabalho, cansaço, alegria e emoções intensas. A cidade estava linda, movimentada, cheia de atividades voltadas para os Jogos Olímpicos e competições acontecendo nos quatro cantos da cidade. A vontade de ir a tudo, ver tudo, aproveitar cada instante é enorme. Não dá para aproveitar tudo, mas eu consegui ver e fazer algumas coisas que me deixaram bem feliz.

Fiz um passeio pela orla de Ipanema ao Leme passando pelas casas temáticas de alguns países. Contei no blog no post “5 Países do Leme ao Leblon”.






Fui ao Maracanã ver o jogo do Brasil contra Honduras. Eu já fui ao Maraca algumas vezes, fui no antigo Maracanã da época da geral (eu não fui na geral), fui no novo Maracanã, já assisti clássicos tradicionais como Fla X Flu, já vi finais e sempre achei superemocionante. Só em entrar no estadio, ver o gramado e sentir a vibração da torcida já arrepia. Mas nunca tinha ido a um jogo do Brasil. Gente, é uma emoção indescritível, o coração bate em um compasso diferente, pulsa no ritmo que a torcida conduz. Aliás, a torcida... o que é a torcida... dá um show! Um show de alegria e de criatividade. As músicas provocando a Argentina, a canção mostrando que o 7 X 1 está engasgado, a OLA, o coro quando o gol quase sai e a explosão na hora do gol, tudo empolga, vibra no peito. É lindo, é imperdível!



Enquanto eu estava nos plantões, as minhas filhas rodaram o mundo sem sair do Rio. Viagem essa que eu acompanhei recebendo fotos pelo WhatsApp. Uma hora estava na Casa da Coréia e logo depois na Casa da Rússia. Em um instante uma estava indo para a Casa da Áustria e a outra voltando de lá. Quando eu pensava que estavam na Casa da Áustria já tinham partido para a Casa da Dinamarca e finalmente eu recebia foto da Casa da Alemanha. Uma delícia viver essa diversidade cultural. Um delícia chegar em casa e ouvir as histórias delas. Uma delícia ouvir Sofia dizer “Eu me senti muito bem porque eu entendi tudo o que ele falou comigo.” quando estava contando que o instrutor da Casa da Áustria falava com ela em inglês.


 

Fui com a minha amiga fazer uma oficina de mosaico na Cosmonauta Mosaicos, no Morro da Conceição. A escadaria do Morro da Conceição, ponto histórico da região da Praça Mauá, será revestida com arte em mosaico. Esta é uma das três iniciativas Passaporte Verde e Rio 2016 com o apoio da Cisco Do Brasil na região. Para que o público participe da intervenção estão sendo promovidas oficinas gratuitas, para pessoas acima de 12 anos, na @cosmonautamosaicos até o dia 04 de setembro, de quarta a domingo, das 10h às 12h30 e das 14h30 às 17h. É só se inscrever e ir lá fazer um pedacinho do mosaico que vai cobrir o corrimão da escada de acesso à Ladeira João Homem.

Esse que já é um ponto turístico da cidade vai ficar mais lindo. E vai ter um dedinho meu nesta intervenção urbana. Imagina só que orgulho que vai dar saber que contribuí para deixar a nossa cidade mais bonita? Imagina só que satisfação cada vez que uma foto da escadaria for postada e eu saber que tem uma parcela de contribuição minha ali?
Já tô doida para ver o resultado final.

 


Almocei no Bar Imaculada, no Morro da Conceição. Um lugar gostoso, com decoração legal, ambiente descontraído e comida muito boa. Esse bolinho de arroz, feijão e carnes de feijoada é maravilhoso. A geleia de pimenta dá um toque todo especial. 


Como o corpo e a mente estavam precisando de um pouco de descanso fiz uma sessão de cinema no sofá. Vi o filme "Casamento Grego 2" e amei. Contei no blog, porque eu recomendo para todas as mães de adolescentes no post "Casamento Grego - Um filme para mães de adolescentes".



Que esse clima de entusiasmo que as olimpíadas trouxeram nos façam perceber o quanto temos de bom e o quanto podemos ser melhores. Que a gente use a nossa energia positiva para gerar mais positividade. Que a nossa autoestima nos mostre que somos capazes e merecemos mais. 

Este post faz parte da BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.

sábado, 20 de agosto de 2016

Casamento Grego 2 - Um filme para mães de adolescentes



Ontem finalmente eu consegui assistir ao filme “Casamento Grego 2”. Eu amei a primeiro filme, uma comédia romântica da melhor qualidade, que foi sucesso em 2002. Quando vi o anúncio de que “Casamento Grego” teria a sequência eu tive a certeza de que não perderia. Como eu não consegui ver no cinema e fiquei aguardando ansiosa a liberação no NOW ou na Netflix. Enquanto isso, aproveitei para rever a história engraçadíssima de Toula, uma mulher de uma tradicional família grega que se apaixona por um homem não grego.

“Casamento Grego 2” tem os mesmos atores do elenco original e os personagens divertidos já conhecidos. Apesar de focar menos no romance, e até falar da falta dele, o filme é tão bom quanto o primeiro e igualmente engraçado. Dei ótimas risadas e adorei o truque do pescoço na hora de tirar fotos. Vou adotar com as minhas amigas.





Mas o que mais me identificou no filme foi o fato de, Toula (Nia Vardalos), a noiva do primeiro filme, ter uma filha de 17 anos e estar passando por desafios de comunicação com ela.

Logo nas primeiras cenas em seus pensamentos Toula diz: “Falo em nome das outras mães de adolescentes ao perguntar. Passa?”, se referindo ao mau humor típico dessa fase.

Eu sempre digo que eu tenho muito que agradecer porque para adolescente até que a minha é ótima, mas mesmo assim esse tal mau humor teen impera, e preciso respirar fundo várias vezes. Às vezes eu acho até que vou hiperventilar.

Mais adiante Toula sente saudades dos beijos e abraços da filha. Pois é, eu também. Os momentos de beijos e abraços com a minha adolescente estão mais eventuais e às vezes até me bate uma carência... Ainda bem que eu não economizei colo, beijos e abraços quando ela era criança. E não economizo. Mesmo hoje, os momentos raros em que ela senta no meu colo, eu fico ali esmagada, com as pernas dormentes, mas feliz.

Em outra cena Toula se pergunta: “Quando o meu nome mudou de mamãe para mãe?” Mesmo o nosso amor pelos filhos não mudando, mesmo que nós mães não tenhamos mudado quem somos, em algum momento quando chega a adolescência, os nossos filhos nos enxergam de outra maneira. Assistindo ao filme e pensando nessas questões colocadas pela personagem eu me lembrei do post que eu fiz “Mãe de adolescente desce do pedestal” em que falei de forma divertida sobre essa mudança de olhar.

A Toula ainda refletindo sobre os problemas que enfrenta com a filha adolescente, ela conclui que “...quando a minha filha começou a se afastar eu devia ter recuado”. Aí está o ponto, perceber exatamente quando os filhos mudam a forma como nos enxergam e saber dosar a nossa presença, a nossa participação. Saber quando nossos abraços sufocam. É duro, mas em algum momento a quantidade de abraços, de carinho, de amor, de participação passam a sufocar.

O filme que nesta continuação gira em torno do casamento de Gus e Maris – pais de Toula – traz muitas mensagens sobre a relação familiar e sobre a mulher que se esquece de si para cuidar dos filhos. Da geração de supermães que quando os filhos crescem, querem ganhar asas e conquistar o mundo, elas não sabem mais cuidar de si, não sabem mais namorar o marido e ficam perdidas, sentindo-se sem sentido.

Sim, ficamos no maior dilema. Por um lado queremos aproveitar ao máximo os filhos enquanto pequenos, porque eles irão crescer e nos olhar de outra forma, sentimos que não podemos perder esse tempo, perder esse passo. Por outro lado temos que encontrar tempo para cuidarmos de nós, dos nossos outros papéis para não ficarmos sem significado quando os filhos quiserem ganhar asas.

Em algum momento do filme a filha adolescente de 17 anos fala para a mãe: “Por que os pais mandam os filhos sonharem alto se não querem que seja tão alto assim?”.

Daí a importância de encontrarmos outras funções para nós além de ser mãe, de buscarmos um tempo para nós e nos cuidarmos (já falei disso aqui no blog em alguns posts, mas me lembrei especificamente deste: “Culpa? Eu?”). É para nos sentirmos completas (ou quase) a ponto de permitir que os filhos voem.




Enfim, acabei gostando mais do segundo filme do que do primeiro por essa identificação e por essas reflexões. O interessante é que Nia, a roteirista da história, explicou a razão da demora da continuação de “Casamento Grego”, apesar do grande sucesso do filme, foi porque ela não queria fazer uma sequência, porque no final do primeiro filme escreveu que os dois tinham se tornado pais. Ela não poderia escrever sobre emoções que não conhecia porque não era mãe. A inspiração veio após Nia e o marido terem adotado uma menina em 2008. Taí a explicação da identificação. São sentimentos reais de uma mãe.

Um ótimo filme para mães de adolescentes assistirem e se identificarem. E ótimo para os filhos adolescentes verem que nem pagam tanto mico assim. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

5 Países do Leme ao Leblon - Casa dos Países Rio2016



A orla do Leme ao Leblon é naturalmente uma área de lazer que o carioca aproveita muito bem. Durante os Jogos Rio2016 esse trecho está uma verdadeira viagem por vários países. Em apenas 8 quilômetros podemos viajar por cinco países (Coréia, Rússia, Itália, Dinamarca e Alemanha).

A Coréia desembarcou no Leme e lá montou a sua casa temática, a Casa PyeongChang.

O stand com vista para a praia, montado na areia, bem colado ao calçadão, tem uma maquete enorme com esportes que estarão presentes nos jogos de inverno de PyeongChang de 2018.

Casa PyeongChang Rio2016

As atrações estão fazendo sucesso. Imagina experimentar esportes de inverno em plena praia carioca. Pois é, lá dá para sair das areias diretamente para a neve. Através de óculos de realiadade virtual podemos experimentar três opções de esportes de inverno.

Casa PyeongChang Rio2016


Gente, o esqui nas montanhas cheias de neve chega a dar um frio na barriga. 


Outras atividades também rolam soltas por lá, como a oficina de flor de lótus feita com copo descartável e papel, e a oficina de desenho da escrita chinesa.
 
Casas dos Países - Casa da Coréia

Tem culinária coreana, taekwondo, performances, música, e coreanas típicas para tirar foto. E no final se a gente ficar cansada dá até para dar uma relaxada fazendo uma massagem ou simplesmente curtir o colorido do artesanato do país.

Casa da Coréia



Casa da Coréia
Endereço: Quiosque QL03/QL04 - Avenida Atlântica - Praia do Leme
Funcionamento: de 4 até 21 de agosto/2016 e de 7 até 18 de setembro/2016


No lado oposto, já no posto 6, lá no Forte Copacabana, está a Casa da Rússia. Logo na entrada nos deparamos com seis matrioskas gigantes. 



Outra atração disponível é um protótipo de um avião desenvolvido especialmente para atletas profissionais. 

Mas não é só isso. Podemos tirar fotos com imagens de atletas russos e ver de perto alguns de seus equipamentos esportivos. 

No pátio, além de um palco com telão, estão disponíveis jogos de tabuleiro russos, raquetes e petecas para as crianças jogarem badminton, bolas, etc.  


Enquanto as crianças brincam, os adultos podem relaxar bebendo cerveja russa.

Cerveja Russa

Outra atividade bem legal é a customização de camisetas com as cores da bandeira russa. 


Enquanto estávamos lá ex-atletas russos estiveram na casa, apresentaram-se e mandaram mensagens de incentivos ao esporte. Isso tudo em russo, é claro. O pessoal por lá fala russo e inglês. E o legal é que a gente se entende. 

Saindo de Copacabana e seguindo para Ipanema, vale fazer uma parada no Arpoador. Além da vista linda, a Casa da Itália, que fica em São Conrado, montou na areia, atividades de surf, stand up e beach tennis.
São 12 pranchas de surf e 12 pranchas de stand up que depois dos Jogos Olímpicos serão doadas à escola comunitária de surf da Rocinha.

Casa da Italia no Arpoador


E tem a janela interativa Ciaolá (a união dos cumprimentos italiano, ciao, e brasileiro, olá) que faz a ligação Rio, Arpoador, e Roma, Piazza del Popolo. Através dessa janela fazemos double selfie em que a gente tira uma foto aqui e simultaneamente outro alguém tira uma foto em Roma. Uma única foto, duas pessoas, dois cenários, duas línguas, duas culturas. Depois podemos ver as nossas fotos no site Ciaola.it/double-selfie. Podemos também fazer um vídeo mandando uma mensagem para os italianos e vice-versa. Os vídeos podem ser vistos no site Ciaola.it/cultural-pills.


Ciaolá - casa da itália



Casa da Itália
Endereço: Praia do Arpoador
Funcionamento: de 7 a 21 de agosto, das 10 às 16h.

A próxima parada do nosso roteiro pela orla é na Dinamarca, na Praia de Ipanema.

Tem muita brincadeira para as crianças, já que a Casa Lego está lá. Um dos jogos preferidos da Sofia foi a roleta que após ser girada ela para em uma atividade, como: abraçar alguém, gritar eu amo a minha vida, alimentar alguém, etc. 



A forma como a casa se apresenta já é supersimpática.


Eu adorei a proposta da casa que mostra projetos de reciclagem e reaproveitamento do lixo.


E consumo consciente.


Uma atração que faz sucesso são as bicicletas que carregam baterias de celulares através das pedaladas. Temos que suar bem a camisa para dar uma boa carga. Mas vale a pena a diversão.


Além disso, casa nacional dinamarquesa tem uma agenda esportiva bem agitada com aulas de ioga, grupos de corrida e empréstimos de smart bikes. A balada também rola por lá a partir das 17h, com os DJs dinamarqueses agitando a galera. 

Casa da Dinamarca
Endereço: Praia de Ipanema, Posto 10 (próximo ao Praia Ipanema Hotel)
Funcionamento: 2 a 21 de agosto, das 11h às 22h.

Logo ali ao lado, já no Leblon, tem a Casa da Alemanha. Nessa, nós ainda não fomos. Na verdade a Ana Luiza tentou ir, mas estava fechada. Ela não se ligou que a casa só abre de quinta a domingo.
Como ela irá ocupar as areias do Posto 11 até 18 de setembro ainda dá tempo de irmos lá conferir a programação que promete campeonato de totó, frescobol, tênis de mesa, basquete e slackline e comidinhas e cervejas alemãs.


domingo, 14 de agosto de 2016

Parque Olímpico Rio2016 - Competições e muita diversão


Já tínhamos tido uma prévia do que seria o Parque Olímpico nos eventos teste de Handball, na Arena do Futuro e Ginástica Rítmica, na Arena Olímpica do Rio. Já dava para ver que seria bem legal, mas nada se compara com o que é o Parque Olímpico durante os Jogos Rio2016.

Além da enormidade e beleza do local, tem todo o clima contagiante dos torcedores e empolgante dos voluntários. E tem muita atração por lá.

O Parque Olímpico é um dos maiores polos de competições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio2016, junto com o Parque Radical de Deodoro. 

O complexo do Parque Olímpico contempla o Centro de Tênis que está lindo, o Velódromo que eu queria muito conhecer, as Arenas Cariocas 1, 2 e 3, a Arena do Futuro, o Estádio Aquático (outro que está belíssimo), a Arena Olímpica do Rio e o Centro Aquático Maria Lenk.



Estive no Parque Olímpico no domingo, dia 07 de agosto, junto com mais 210 mil pessoas, e no dia 12 de agosto.

Fomos de metrô e BRT e foi bem tranquilo, apesar da fila para entrar no BRT. O problema não é ter fila porque isso é esperado em eventos desse porte. O problema da fila é quando temos pessoas mal-educadas e desrespeitosas. Nestes dias estavam todos muito educados e seguindo as orientações dos organizadores.

A segurança também estava reforçada.



Ao chegar próximo à entrada o Parque Olímpico, os voluntários recebiam os visitantes com animação e muita informação orientando inclusive quais os locais de acesso em que as filas estavam menores.

Passamos pela área de revista o que foi bem rápido já que seguimos as orientações e fomos com o mínimo possível. Não levamos chaves, não usamos cintos, não tínhamos moedas nem celulares nos bolsos. Apenas uma bolsa pequena com o estritamente necessário. Levamos apenas uma garrafa plástica para abastecermos de água nos bebedouros, os ingressos, documentos, dinheiro, ticket do metrô e cartão Visa (lá só é aceito cartão Visa por conta do patrocínio).

Todas as informações necessárias podem ser vistas no site Rio2016, no guia do espectador para cada esporte.

Vou te contar, entrar no Parque, ouvir a torcida dentro do Centro de Tênis gritando Brasil e uma voluntária com sotaque nordestino dando as boas-vindas ao público com animação é muito empolgante.

O velódromo está bem bonito e todos que passam por ali querem fazer fotos.


No primeiro dia fomos direto para a Arena do Rio ver a ginástica olímpica. Combinei com a Sofia que evitaríamos comer dentro das arenas para não perder tempo de competição em fila. Por outro lado, usaríamos o banheiro dentro das arenas por serem mais vazios dos que os disponíveis na área externa.

Assim, antes de entrarmos compramos picolé em um dos muitos carrinhos de picolé que estão espalhados por lá. Todos sem fila alguma. Também estão espalhados diversos carrinhos de açaí, sem fila.


Depois de muita torcida e muita emoção com a equipe brasileira de ginástica olímpica feminina bateu uma fominha e fomos comer uma fast food entre a Arena Olímpica do Rio e o Maria Lenk. Diferente do que falaram estava completamente sem fila nesta parte.



O Parque Olímpico é enorme e tem muita coisa para ver, então vale a pena circular por lá antes e depois das competições.

Fomos fazer um reconhecimento da área. É interessante circular vendo a torcida com suas bandeiras, caras pintadas, roupas diferentes.


Fomos ver os Aros Olímpicos.




E de lá vimos que na praça de alimentação em frente à Mega Store estava bem movimentado e com fila para quem queria se alimentar.



 Passamos pela logo das Olimpíadas, mas não tiramos fotos nossas ali.



No dia 12, o nosso destino foi o Maria Lenk para ver o salto ornamental. Mais uma vez chegamos e entramos com facilidade, a área de alimentação estava sem filas e o banheiro dentro do centro aquático estava sem filas e limpo. A área de alimentação dentro do estádio também estava sem filas.


De quebra, na entrada e na saída, podemos ver as equipes de nado sincronizado treinando.


Depois da competição fomos dar mais uma volta pelo Parque com o objetivo de ir à Mega Store que é mega mesmo. Tem diversos produtos e vale a visita, mesmo que não tenha interesse em comprar nada.




E na Casa dos Mascotes. Esta é uma área mais infantil com brincadeiras e curiosidades sobre a nossa fauna e sobre os esportes. Quem quiser pode tirar fotos com os mascotes e com a tocha. 


Na Casa dos Mascotes pudemos rever (porque eu já tinha visto a exposição no Comitê e postei AQUI) as exposição de todas as Tochas Olímpicas.


E tem muito mais para ver por lá. 

- Casa da Coca-Cola com espaço para tirar foto com a tocha olímpica, um minimuseu da participação da Coca-Cola nas olimpíadas e uma central de pins e produtos oficial da empresa. 

Foto feita pela minha irmã no dia 10 de agosto.

- O Samsung Galaxy Studio que oferece experiências de realidade virtual, é tipo um museu tecnológico com produtos do passado e do futuro da empresa. Pela fila que fica na porta deve ser bem legal. Nós não entramos ainda.




-  Nissan Kicks House lá os visitantes podem conhecer as tecnologias da empresa na área "Intelligent Mobility", tem um espaço exclusivo para a tocha olímpica e parece que os carros dançam. Não fui lá para saber, mas fiquei com vontade de tirar uma foto na hashtag #quemseatreve.

Foto feita pela minha irmã no dia 10 de agosto.

- Skol Live House rola a balada.

Foto feita pela minha irmã no dia 10 de agosto.

- E ainda tem um palco com telão que rola alguns shows e exibições ao vivo das partidas que estão acontecendo dentro das arenas. 

A dica é: vá com tempo para curtir tudo isso. E se não der tempo aproveite nos Jogos Paralímpicos que vão estar mais vazios. 

Veja também:

- Dicas para aproveitar as Olimpíadas no Rio, no blog Mãe com Filhos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo