sexta-feira, 21 de julho de 2017

Filha adolescente com aparelho nos dentes eu tenho


Quando eu era criança, ou melhor, pré-adolescente, ou melhor, criança mesmo porque naquela época não tinha essa de pré-adolescente, o uso de aparelho nos dentes era para poucos. Poucos recebiam a recomendação. Somente os casos mais gritantes de dentes para frente, ou dentes trepados, ou boca torta, eram indicados ao uso da boca de ferro. E desses poucos indicados, pouquíssimos tinham condições financeiras para bancar o sorriso metálico. A parada era cara, muito cara.

Poucos usavam aparelhos ortodônticos, mas muitos sonhavam com eles. Eu, que tinha os dentes muito certinhos, não tinha indicação para o tal sorriso metálico, mas sonhava com ele. Sonhava com os dentes prateados brilhando com o sol. E para realizar um pouco do que habitava o meu imaginário, eu como muitas crianças daquela época, cobríamos os dentes com o papel alumínio que embalava os chocolates. Sim, os chocolates vinham embalados em um papel alumínio fino dentro da embalagem bonita que era de papel. E era com esse alumínio, que eu primeiro alisava cuidadosamente com a unha e depois grudava aos dentes, que eu ganhava o tão sonhado sorriso prateado.

Contei essa história para a Sofia agora que ela teve que colocar o aparelho fixo. Não só contei, como fui lá na cozinha, peguei um pedaço de papel alumínio, forrei os dentes e entrei no quarto com o sorriso arreganhado. E o que eu ouvi ao terminar de contar as minhas aventuras com dentes prateados e fazer a minha performance?

- Cara mãe, você só pode ser muito doida mesmo. Sonhar em usar aparelho... Sem noção! Muito louca. É horrível ficar com esse troço na boca.

Dói o coração ver a filha nesse sofrimento. Porque o sofrimento é genuíno. Quando um adolescente recebe aparelhos, ouvir que eles têm que usá-los por um ano ou dois ou três é equivalente a dizer a esse adolescente que eles têm que usá-los para o resto de suas vidas.

A Sofia já sabia há muito tempo que ela iria fazer uso da engenhoca. Ela desde cedo teve os dentes para frente e separados. A princípio a dentista não entendia essa prospecção dos dentes pra frente já que ela não tem arcada de pessoa dentuça. Será a língua que empurra os dentes para frente? Vai para fono. Não, pelo contrário, a língua é curta e por isso ela tem a fala cebolinha. Corta freio? Vai para otorrino. Não corta freio da língua, mas corta freio do lábio superior. Este que é curto e, além de separar os dentes os puxa para frente. Vai na pediatra confirmar. Não corta freio nenhum, procura outro otorrino e outra fono. Conclusão da avaliação dentista-fono-otorrino-pediatra: freio da língua curto sim (causa da fala cebolinha) e lábio superior flácido (pode ser a causa dos dentes para frente). Fono para as duas situações.

Problema da língua e do lábio resolvido, mas os dentes continuam para frente e indo mais pra frente ainda. Então vamos usar aparelho móvel de contenção, mas provavelmente terá que usar aparelho fixo mais tarde. Ok. Aparelho móvel usado, dentes no lugar. Tira o aparelho móvel, coloca uma contenção fixa atrás dos dois dentes da frente para não voltarem a separar e observa por um ano. Mas muito provavelmente terá que usar aparelho fixo.

Então, a Sofia já sabia que iria usar aparelho fixo, mas mesmo com essa preparação por anos na hora efetiva, bateu o sofrimento.  É difícil, sim, esse primeiro momento de se olhar no espelho e ver o próprio sorriso modificado.

- Vou ficar horrorosa, não vou rir por dois anos...
- Quantas amigas na sua sala já usam aparelho?

Veio uma lista que encheu os dedos de uma mão das que já usavam e mais uma lista que encheu os dedos da outra mão das que vão colocar o utensílio ainda este ano.

Quando eu era criança quem usava aparelho estava praticamente sozinho. Era um ser único quase que em toda a escola. Hoje, como muitos usam, é mais normal. Ninguém fica sendo diferentão, esquisito, porque está de aparelho. Se por um lado se perdeu o charme do sorriso com dente trepadinho, todos ficam com arcadas perfeitas e por vezes me parecem até meio artificiais, por outro os "aparelhados" são uma turma. Podem contar como é usar aparelho, trocar dicas, e até combinar o uso dos elásticos coloridos. Ah, os elásticos coloridos. A mãe aqui quase pirou com os elásticos coloridos. Agora, já adulta, bem adulta, diga-se de passagem, até sonhei com uma arcada arco-íris. Imagina?! Um elástico de cada cor, nas cores do arco-íris. Um mês pode começar com vermelho nos dentões da frente e ir colocando laranja, amarelo, verde, azul turquesa, azul escuro e lilás para dentro. No mês seguinte começa com o lilás na frente e vai colocando as outras cores para dentro da boca... E tome de sonhar com as diversas opções de sorrisos coloridos. Cara, ainda pode combinar com a cor dos cabelos?! Já pensou?!



- Sério mãe, você sé muito doida mesmo. Sonhar em usar elásticos coloridos. Sem noção! E ainda combinar com a cor do cabelo. Muito louca. Eu sou vou colocar elástico transparente!

Aff, que desperdício! Ah, eu podendo usar aparelho e ainda com elásticos coloridos...

- E como eu vou beijar? Ninguém vai querer beijar alguém de aparelho. Deve ser horrível beijar alguém de aparelho!

Dói o coração ver a filha nesse sofrimento.

Lá vou eu contando mais história. Que nada! Todos ficam com curiosidade de beijar alguém de aparelho. E querem ter essa experiência. Eu mesma quando era adolescente tinha a maior curiosidade de beijar algum menino de aparelho. Tanta, mas tanta curiosidade de saber como era que o primeiro e único menino que eu beijei sem gostar dele, do menino, foi porque ele usava aparelho. Pensando bem foi o primeiro, mas não foi único, mas essas são outras histórias. E olha que eu me lembro o nome dele até hoje, Dico. Aliás, não me lembro do nome, só do apelido. Mas me lembro dele e desse dia. Eu e mais três amigas estávamos muito, mas muito curiosas para saber como era beijar um menino de aparelho. Mas tão curiosas que tomamos coragem e falamos isso para ele. Aí o Dico, menino de bom coração (tom de ironia), topou nos ajudar. Disse que se a gente quisesse ele beijava todas! Não podíamos perder esta oportunidade. Não sabíamos quando iríamos conhecer outro menino de sorriso metálico. Tomamos mais coragem, coração acelerado, nervoso na barriga, sorriso de quem estava aprontado no rosto e fizemos uma fila. E o Dico mandou um beijão em cada uma.

- Que nojo mãe! Você é muito doida!
- Mas eu fui a primeira da fila. E o beijo do Dico com aparelho era a mesma coisa de beijo sem aparelho.
- Sério mãe, eu vou mesmo ter que ficar com esse treco na boca por dois anos?!

Dói o coração ver a filha nessa sofrência.

Vai minha linda. E você vai se acostumar, se adaptar. Hoje pode parecer uma eternidade, mas você vai ver que passa rápido. Você vai sorrir como sempre sorriu, vai beijar. Já que tem que usar esses ferrinhos loucos, use e abuse! Divirta-se! Aproveite! Troque as borrachinhas à vontade. Seja meio louca e construa histórias para contar.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Meus jogos americanos - Mesa para alegrar

Quem me acompanha aqui no blog, ou pelo Instagram @InventandoMamae, ou ainda pela página no Facebook "Inventando com a Mamãe" já sabe o quanto eu gosto de arrumar a mesa para as refeições e do quanto eu gosto de fazer pinturas.

Então, juntando os dois gostos, eu andei pintando uns jogos americanos, que eu já mostrei em várias fotos, para colorir as refeições aqui em casa. Acontece que eu não os tinha mostrado aqui no blog.

Como nesta semana eu arrumei uma mesa para receber duas amigas para um lanche e fiz algumas fotos, vou aproveitar e deixar o registro aqui.

Fiz este azul com seis peças que são pares, ou seja, tem três combinações de cores na mesma cor de fundo (azul) e na mesma estampa.


Dois são em azul.


Dois em verde.


Dois em amarelo.


Arrumei a mesa com apenas três deles, sendo um de cada cor.


Mas sabe que me bateu a maior dúvida de qual usar?! O azul, ou o colorido? Este colorido foi o primeiro jogo que eu pintei nas aulas da professora Odila Freire. São quatro peças com a mesma estampa, que é diferente da estampa do jogo azul, porém em cores diferentes.


Um goiaba.


Um lilás.


Um verde. E o outro amarelo que ficou de fora desta vez.


Bom, acabei optando pelo azul. Por quê? Porque, na verdade, eu já tinha os jogos americanos há algum tempo. Mas para este lanche eu pintei umas garrafinhas de leite de coco para deixar a mesa mais enfeitada e colorida ainda. 


E fiz a pintura pensando em compor com o conjunto azul.


Não ficou lindo?



Foi depois de prontas, para minha alegria, que eu percebi que elas ficavam bem com os dois jogos.  
De qualquer forma fiquei na ideia inicial desta vez. Mas já estou pensando em outros lanches com amigas para variar as minhas combinações. 

Outras peças que pintei com a técnica Odila Freire:




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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Não basta fazer a foto, tem que ser Tumblr



Vai chegando a fase da adolescência dos filhos, tão temida pela maioria dos pais, já naqueles anos conhecidos como pré-adolescência ou tweens, e as mudanças no comportamento vão ficando claras e às vezes assustadoras, por outras surpreendentes.

Uma das características que surge é o interesse por música. Ouvem música o tempo todo, conhecem todos os lançamentos, as top das paradas, todos os músicos e cantores. E dos gostos mais variados e, inclusive, os duvidosos. Sim, duvidosos para os pais. Sabe aquelas músicas que a gente não deixava tocar nas festas dos nossos filhinhos?! Então, eles passam a ouvir o dia inteiro e diretamente nos tímpanos. E eu vou falar, ouvem tanto, mas tanto, que até nós pais nos pegamos cantando algumas. Pra falar a verdade eu até passei a gostar de muitas delas, cantar e dançar. Enlouqueci ou estou vivendo o papel de mãe de teen ou tween? Eu me pergunto.

Outro ponto é a briga com a tal câmera fotográfica. Sabe aquela menina fofa que adorava fazer poses pra mãe tirar fotos? Mudou de casa, só pode. E aquele que até vestia fantasias para posar nas fotos? Sumiu! Foi abduzida. O terror com a câmera fotográfica da mãe é tão grande que eu às vezes até penso que traumatizei a criança. Mãe gosta de um culpa, né?

Agora ais difícil do que conseguir fazer uma foto e uma filha teen é fazer uma foto para uma filha teen. Vou explicar. Quando eu, mãezinha amada do coração, que fazer uma foto a resposta é não e pronto! Imploro, suplico, chantageio, faço drama, uso todos os meus artifícios teatrais e não rola. Simples assim. Não tem foto.

Mas quando elas me pedem para bater uma foto delas, aí eu tremo nas bases. Missão impossível! Só para deixar claro que nestes casos eu vou fazer a foto no celular delas para que não corra o risco de eu postar sem a devida autorização.

Bom, nesta missão impossível, mesmo que eu faça cinquenta clics da mesma pose pegando ângulos variados, eu nunca acerto. Para aliviar um pouco o meu lado, eu acho que nenhuma mãe de teen acerta. Mesmo sendo fotógrafas! Não temos essa habilidade. Se alguma tem, pelamordedeus, me ensina, me explica, me ajuda.

Além de termos que fazer a foto na agilidade (anda, mãe! Você é muito lerda para tirar uma foto), tem que pegar o ângulo perfeito (mãe, você nunca pega o meu melhor ângulo), o enquadramento perfeito (mãe, por que você não acerta o enquadramento?), a luz maravilhosa (mãe, cê não viu que essa luz não está boa?!) e fazer as pessoas em volta ficarem invisíveis (mãe, parece que você espera passar alguém atrás para bater a foto.). Affff. Afff digo eu!

Daí, a Sofia e uma amiga me pedem para fazer umas fotos delas. Pego eu o celular já desanimada, sabendo que será no mínimo uma hora fazendo fotos que não serão aceitas e ouvindo reclamação. Como vai sair ruim mesmo na avaliação delas, pelo menos, cumpro a primeira exigência. Bato a foto rapidamente. Dessa vez não podem dizer que eu sou lerda. Fui pura agilidade.

A Sofia pede para conferir a fotos. As duas olham o celular e falam: "essa foto ficou muito Tumblr!".

Eu já me tremi. O que é isso de foto Tumblr? Não deve ser coisa boa. Deve ser algo tipo a pior das piores fotos, né? Afinal foi feita por uma mãe de tween fotografando a própria filha.

Para minha total surpresa a foto foi aceita. Não somente foi aceita, ficou maravilhosa! Mais do que isso ficou Tumblr!

Mas foi apenas sorte de principiante! Depois dessa, não consegui mais nenhuma foto Tumblr. Aliás, não sei nem o que é isso. Não consegui nem saber o que é uma foto Tumblr. A explicação que elas me dão é: foto Tumblr é foto Tumblr. Não dá para explicar. Tem que fazer.





Sigo eu na missão, que agora ficou mais do que impossível, de fazer fotos de filhas adolês. Não basta fazer um foto, tem que ser Tumblr.

A Semana 28 de 2017 - Melhor ainda

Nesta semana...

Fomos convidadas para a pré-estreia de "D.P.A. - O Filme" e aproveitamos para fazer um passeio bem descontraído. Já falei do filme aqui no blog. 


Eu fico muito grata pelas oportunidades que o blog me proporciona. Melhor ainda quando são eventos para as filhas, como esse. 

Teve encontro com as amigas para comemorar o aniversário da mãe de uma delas. Como sempre demos boas risadas. 


Sou muito grata pelas amizades que tenho. Melhor ainda quando essas amizades ainda se estendem para a família. Mãe da amiga que vira amiga.

Tínhamos que resolver um problema em Cabo Frio e aproveitamos dias lindas em família. Teve Praia Do Forte que sempre me traz lembranças da minha adolescência.  



Teve noite de lua cheia. 


Um passeio rápido em Búzios sem fotos. E um dia maravilhoso na Prainha em Arraial do Cabo. 


Fico muito grata por esses momento em família. Melhor ainda quando são programas simples, com contato com a natureza e sem gastos. 

Já de volta ao Rio, fui almoçar com a minha irmã na Confeitaria Colombo. No inverno eles oferecem um buffet de sopas que é bem gostoso. Aproveitei para entregar a caixa que eu pintei de presente para ela.


Fico muito grata por conseguir dividir o meu tempo e dar atenção a vários aspectos da minha vida, como família e amigos. Melhor ainda quando consigo presenteá-los com algo feito por mim com carinho. 

Resolvi reciclar algumas garrafas que estava no lixo. Com a ajuda das filhas, pintamos três garrafinhas de leite de coco que usei para enfeitar a mesa do lance.  


Fico grata por ver a minha casa colorida, alegre e com boa energia. Melhor ainda quando essa cor e essa alegria vem de algo feito por nós e para nós. 

As coisas boas e simples da vida podem ficar melhor ainda. Basta olharmos buscando ver o que os nossos dias têm de melhor.

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 15 de julho de 2017

Filme "7 Desejos" - Terror com pegada teen


Conferi a cabine de imprensa do filme "7 Desejos", que vai estrear em 27 julho no circuito comercial e me arrependi de não ter levado a Ana Luiza comigo. Ela iria adorar! E a Sofia também. Elas curtem filme de terror.


O filme "7 Desejos" está sendo muito esperado por quem gosta do gênero terror por ter direção do mesmo diretor de "Annabelle". Ui! De arrepiar!
No filme, a adolescente Claire, vivida por Joey King (Invocação do Mal), está vivendo todos os problemas desta fase. Órfã de mãe, Claire mora com o pai que vive de catar objetos no lixo e isso é motivo de vergonha para a menina. Na escola faz parte da turma dos rejeitados e sofre bullying das populares. E está apaixonada pelo garoto mais bonito e mais popular da escola, e claro que ele nem a enxerga (não é fácil ser ignorada pelo crush). A etapa do ensino médio só não está mais insuportável porque Claire conta com a companhia de suas best friends inseparáveis Meredith (Sydney Park) e June (Shannon Purser).



Um belo dia, o pai de Claire encontra em um lixo misterioso uma caixa estranha. Jonathan (Ryan Phillippe) resolve restaurar a caixa de música e presentear a filha com o intuito de melhorar a relação entre eles.

A caixa tem dizeres em chinês que prometem garantir ao dono 7 desejos. Claire então vê aí uma oportunidade para melhorar a sua vida.

Imagem obtida no site AdoroCinema

Imagina a seguinte situação: uma adolescente, que sofre com os populares da escola e tudo o que ela mais deseja é reverter esse jogo e se tornar uma popular, tem em suas mãos algo que lhe dá direito a 7 desejos. O que ela escolhe? Dinheiro, popularidade na escola e um namorado perfeito.

Acontece que cada desejo realizado tem um preço. E Claire demora a perceber isso. Ela demora a acreditar que as mortes de pessoas próximas, em acidentes surreais e cheios de sangue, estão associadas a realizações de seus desejos.

E agora que a vida está tão boa? Dá para parar com os pedidos? Dá para abrir mão de tudo que conquistou? Qual o preço que Claire está disposta a pagar pela tão sonhada popularidade? As consequências mortais valem a pena?

O filme aborda a questão do preço para conquistar e manter a tal popularidade, fala sobre escolhas e consequências. As escolhas estão no nosso controle, as consequências não.

Eu sou do tipo que treme de medo de filme de terror. Do tipo que grito, pulo, saio correndo. Confesso que esse não foi, para mim, um terror tão aterrorizante assim. Deu para assistir sem chiliques, afinal eu estava em uma cabine de imprensa. O final surpreendeu duas vezes: uma tipo, 'Sério isso? não acredito' e a outra, 'Ah, agora sim.'. 

Acredito que "7 Desejos" vai agradar muito a galera adolescente pelo tema da popularidade. 


 


sexta-feira, 14 de julho de 2017

A Semana 27 de 2017 - Energia Positiva



Estamos vivendo tempos complicados, corridos, bombardeados por tantas notícias ruins e situações absurdas. Por isso eu acho que fica mais importante fazer pausas no dia a dia e incluir momentos simples, agradáveis e que me façam sorrir, rir e até gargalhar. Momentos que emanam energia positiva e construtiva. A minha semana foi cheia desses momentos.


Fiz um passeio na Feira do Lavradio. Uma feira tradicional aqui no Rio, mas que eu nunca tinha ido. E olha que eu adoro "turistar" na minha cidade! Fui com a Odila, minha professora de pintura, e passamos uma manhã vendo coisas bonitas.


Fui com a Ana Luiza no evento "O Cluster" que aconteceria na Casa França-Brasil. Como chegamos cedo, aproveitamos para fazer um passeio pelo Centro Cultural Banco do Brasil e vimos duas exposições: "Yes, Nós Temos Biquíni" e  "Objeto Vital - Los Carpinteros". Uma delícia de programa mãe e filha. Fazia um bom tempo que não passeávamos, nós duas, pelo Corredor Cultural do Centro Rio. 


Apesar dos muitos problemas que o Rio está vivendo, ainda me sinto grata pelas opções culturais que a cidade oferece. Me sinto grata por desfrutar do que a cidade tem de melhor. E estou doida para voltar a usar a hashtag #cidademaravilhosa.

Tirei a semana para almoçar e encontrar com algumas amigas. O fato de não está trabalhando e não ter esse contato no dia a dia me faz muita falta. 

Fui almoçar com uma amiga em um restaurante bem gostoso. A conversa estava tão boa que acabamos não fazendo foto nossa, mas fiz do prato. Esse peixe com crosta crocante, legumes e molho de limão siciliano estava de babar. 


Almocei com outra amiga querida que sempre está disponível para me ajudar com esta vista linda. Fizemos foto nossa, mas acho que a vista diz mais do nosso almoço.


Teve encontro com amiga no salão. Ô momento de mulherzice mais gostoso. Precisei acompanhar a Ana Luiza que precisava cuidar do cabelo, aí a minha amiga Raquel foi lá me fazer companhia, conversar um pouquinho e descontrair bastante. 



Sabe aquela tarde para resolver pendências no Centro da cidade? Fica muito divertida e saborosa com a companhia da amiga e café na Confeitaria Colombo, né? Assim fizemos tudo junto e misturado: resolvemos o que tínhamos para resolver, conversamos e ainda fizemos um turismo básico.


Fico muito grata pelas amizades que tenho. Amigas que me ajudam, que se fazem presentes, me alegram e trazem leveza para os meus dias.

Tive que ir mais uma vez ao centro da cidade e aproveitei para ver a exposição "Poesia Agora", na Caixa Cultural. Em apenas trinta minutos eu tornei o meu dia mais poético. 


Fico muito grata sempre que invisto meu tempo com coisas que eu gosto, que me dão prazer. Melhor ainda quando são assim inesperadas, no improviso, sem agenda e sem estar no planejado. Surpresa boa!

Fui com o marido e um casal de amigos experimentar um "restobar" novo. Noite muito agradável, descontraída e divertida.


Fico muito grata sempre que tenho a oportunidade de curtir um momento "casal" que é coisa rara. Então, tem que aproveitar muito, né?

Fui assistir, na cabine de imprensa, ao filme "7 Desejos", que entra em cartaz no próximo dia 27 de julho. É um filme que está sendo muito esperado por quem gosta do gênero terror por ter direção do mesmo diretor de "Annabelle"Não vou falar muito do filme aqui, porque farei um post exclusivo. Aliás, já devia ter feito.


Fico muito grata por todas as oportunidades que o blog me oferece.

Tive a ajuda da Ana Luiza na preparação do almoço e fizemos uma salada especial. Muitas folhas, como sempre, (alface crespa, alface roxa, agrião e rúcula); alfafa; tomatinhos confit; burrata; presunto cru; e molho pesto de rúcula. Para acompanhar deveria ter saído torradas de couve-flor. Só que não deu muito certo e ficou algo entre um omelete e um suflê de couve-flor. Mas ficou maravilhoso.
No meu prato eu ainda acrescentei figos. Não colocamos na salada, porque a Ana Luiza não gosta e achou que seria melhor ficar separado.


Fico muito grata por esses momentos simples em família. Todos na cozinha fazendo algo gostoso, conversando, rindo e ouvindo música. Momentos que emanam energia positiva e construtiva.

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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domingo, 9 de julho de 2017

D.P.A. - O Filme


Detetives do Prédio Azul (D.P.A.), série que faz sucesso na TV, virou longa-metragem e nós fomos assistir na pré-estreia. "D.P.A. - O filme" estreia em 20 de julho e vai ser um ótimo programa para as férias.





As filmagens aconteceram no Rio de Janeiro, sob a direção de André Pellenz, produção da Paris Entretenimento e coprodução do canal Gloob e da Globo Filmes. E para nós que somos cariocas é muito legal reconhecer os locais da cidade no filme. Porque desta vez o trio de detetives não ficou apenas na área do prédio, mas saiu pela cidade.

O filme está cheio de aventura, divertido, alegre e conta com um ótimo elenco para reforçar. Além dos três detetives mirins atuais, traz os primeiro trio, Tom (Caio Manhente), Mila (Letícia Pedro) e Capim (Cauê Campos), que já está crescidinho, agora são adolescentes. E uma turma muito boa que interpreta feiticeiros bem divertidos: Aílton Graça (Temporão), George Sauma (Pietro), Maria Clara Gueiros (Mari P.), Mariana Ximenes (Bibi Capa Preta) e Otavio Muller (Jaime Quadros). Um ponto que me chamou a atenção foi o figurino dos feiticeiros que é bem colorido e alegre, dando um tom divertido aos personagens.


A Sofia e a amiga gostaram muito do filme e, pelo que eu senti da plateia, essa opinião foi praticamente unânime.


Depois da sessão demos uma passadinha no verdadeiro Prédio Azul, que fica em Ipanema.


Ainda bem que o trio imbatível e invencível de detetives mirins conseguiu livrar o Prédio Azul da demolição. Sim, demolição! Era isso que ia acontecer! Depois de uma festa promovida pela temida síndica, Dona Leocádia, surgiram rachaduras nas paredes do prédio. Foi aí que Bento, Sol e Pippo uniram forças para mais uma missão, aliás, a maior missão de suas vidas: desvendar todo este mistério (apagão, síndica enfeitiçada, quadro falante desaparecido da Vó Benta, etc.) e salvar o prédio. 

Valeu a pena!


sábado, 8 de julho de 2017

Exposição "Yes, nós temos biquíni" no CCBB - Yes, nós fomos!


Fiz um programa bem legal com a Ana Luiza. O nosso objetivo inicial era ir ao evento "O Cluster" que estava rolando na Casa França Brasil. Como chegamos um pouco cedo, resolvemos passear pelas exposições no Centro Cultural Banco do Brasil, que eu adoro. Assim, chegamos à exposição "Yes, Nós Temos Biquíni" e nos surpreendemos.

CCBB RJ

A mostra que tem a curadoria da jornalista de moda Lilian Pacce, traz em torno de 120 peças entrem fotografias, pinturas, desenhos, instalações, artefatos históricos e muitas peças de vestuário. 


Achei bem interessante saber mais sobre essa peça que faz parte do nosso vestuário, está dentro do nosso armário, nos acompanha em viagens e momentos de lazer. É impressionante como fazemos uso de tantas coisas e nem sabemos qual foi o processo de surgimento delas. Jamais imaginei que a origem do nome do biquíni teria relação com guerra e testes nucleares. Para mim seria algo mais relacionado a paz e tranquilidade. 


O biquíni pode até ter surgido na França, mas são as peças brasileiras que dominam as praias do  mundo inteiro. Os biquínis brasileiros são objetos de desejo mundo afora. Ah são.

Um ponto bem interessante é ver que a história do biquíni está diretamente relacionada às conquistas das mulheres. 


Esta sala da cronologia do biquíni tem um acervo incrível. Além de interessante é bem divertido. 

A cronologia começa 1895 com o traje de banho de algodão com blusa, duas saias e bloomer. Gente, imagina a mulherada ir à praia assim com esse monte de roupa. Imagina isso no calor de 40º do Rio de Janeiro? Ainda bem que evoluímos. Se bem que, ainda hoje, temos culturas e religiões em que as mulheres ainda vão à praia todas cobertas.

Em 1923 os braços já ficavam expostos e tinha até um decote no traje de banho com túnica e bermuda. E em 1936 já tinha o maiô de perninha. 



O modelito dourado já é de 1940 e em 1946 já pintava o duas peças como umbigo coberto


Esse maiô de poá de 1950 até dá para usar hoje em dia, né? É só dar uma cavada no decote e na perna. 


A Ana Luiza queria saber como era os biquínis na minha época. Taí, eram assim:


Depois os biquínis diminuíram mais ainda chegando na época do fio dental e asa delta. Nesta época eu trabalhava em uma loja de biquínis. Sim, já trabalhei vendendo essas peças.


E depois de muitos anos e de muito encolher, ele cresceu novamente. 


Além de biquínis de todos os tempos, esta sala tem desde revistas, jornais 




à acessórios usados para complementar a roupa de banho. Tanto antigo, quanto atual. Bem legal.

A sala da cronologia foia que ficamos mais tempo, mas a exposição tem outras alas bem interessantes, como a que questiona o que seria um "corpo de praia"


Ainda tem uma parte dedicada aos estilistas nacionais, afinal o biquíni pode até ter sido criado pelos franceses, mas são os brasileiros que lançam as tendências na moda praia mundial.


Fazia um tempinho que eu e a Ana Luíza estávamos sem curtir um programa cultural juntas. Esta exposição foi uma ótima oportunidade, e melhor, não foi planejada, foi no imprevisto e aproveitamos bastante. Valeu!

A exposição fica em cartaz até o dia 10 de Julho, no CCBB.

Serviço:

CCBB RJ  
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro (Praça XV/Candelária)
Entrada gratuita
Até 10/7, das 9h às 21h. Não abre às terças-feiras.
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