segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Filme da minha vida



Encantada. Foi assim que eu saí da da sala do cinema após assistir a pré-estreia de "O Filme da Minha Vida".

Elenco do Filme da MInha vida

Quando eu recebi o convite para esta pré-estreia eu já aceitei de cara justamente por ter a direção e atuação do Selton Mello. Um talento e tanto! Eu já sabia que o filme seria bom, muito bom, mas mesmo assim eu me surpreendi e muito.

Filma da Minha vida Selton Mello

Depois de ficar um tempinho na fila, de curtir o burburinho no hall do cinema, presenciar as entrevistas e fazer fotos, é claro, finalmente entrei no troço escuro para ficar lá dentro vendo a vida de Tony (Jonnhy Massaro na fase adulta) em vez de cuidar da minha e ganhei duas horas de deslumbramento.

Para quem não viu o trailer, nem o filme ainda, em determinada cena em que Paco, o gaúcho bronco interpretado pelo Selton Mello, explica a Johnny por que não gosta de cinema, afirmando que é um troço escuro que você fica lá dentro vendo a vida dos outros em vez de cuidar da sua e perde duas horas da vida”.

"O Filme da Minha vida" é baseado  no livro "Um pai de cinema" de Antonio Skármeta, escritor chileno de obras conhecidas, belas e delicadas que já teve alguns de seus livros adaptados ao cinema, como "O carteiro e o poeta". E quem for assistir fique atento porque o autor faz uma participação na cena do bordel dialogando com Paco.

Conta a história de Tony (Jonnhy Massaro na fase adulta), um rapaz que vive em Remanso, um pequeno vilarejo no sul do Brasil, na década de 60.

Jonnhy Massaro na pré-estreia do Filme da MInha Vida

Tony é filho do imigrante francês Nicolas Terranova (Vicente Cassel) e da brasileira Sofia (Ondina Clais), pais amorosos que querem o melhor para o filho. Por isso Tony deixa Remanso para fazer faculdade. Quando ele retorna, já como professor de Francês, recebe a notícia de que seu pai retornou para a França sem deixar explicações. Tony e a mãe recebem o apoio do Paco, gauchão bronco bem diferente de Nicolas, um francês mais polido e culto, porém grandes amigos.

Apesar de já estar entrando na vida adulta, estar exercendo a profissão de professor, Tony ainda tem um quê de adolescente que precisa do suporte do pai. Por isso ele precisa lidar com o abandono e encontra em Paco esse braço masculino. Como entender a atração que sente pelas duas irmãs Luna (Bruna Linzmeyer) e Petra (Bia Arantes) já que são sentimentos tão diferentes?! Paco está ali para aconselhar com se jeito de homem do campo.

É uma história linda, cheia de surpresas, as coisas parecem que vão de uma maneira acabam sendo de outra. Fala de reestruturação de uma família, de amor, do quanto as lembranças influenciam os sentimentos e escolhas. Fala principalmente de amadurecimento, do rito de passagem da juventude para a maturidade. É lindo ver como Tony e Luna amadurecem juntos. 
Um filme nostálgico, romântico, poético, cheio de ternura. Com personagens cheios de afeto, cenário belíssimo, uma fotografia encantadora e um elenco excelente. E eu tive o enorme prazer de assistir com a Ana Luiza, minha filha, que também adorou.

Vale a pena entrar no troço escuro e ficar lá dentro vendo essa história apaixonante e e sair de lá com encantada, leve, alegre, com sensação de calma, renovada para cuidar da própria vida.



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sábado, 29 de julho de 2017

A Semana 30 de 2017 - Mais do que eu esperava


Uma semana que começou como muitas outras, sem grandes expectativas, nem muitas novidades no radar. Sem eu esperar muito dela, ela foi acontecendo.

Assistimos ao filme "Carros 3" em uma sessão especial para convidados no Niterói Plazza Shopping. Confesso que depois de "Carros 2" eu não estava muito animada para esta sequência, mesmo a Ana Luiza tendo me dito que o filme estava ótimo. Mas este terceiro filme surpreende positivamente. Resgata a essência do primeiro filme. Fala do quanto a humildade é importante para o amadurecimento, mostra o contraste de gerações, o quanto é importante se reinventar para enfrentar a evolução do mundo, como o conhecimento dos mais velhos é revelante para energia dos mais novos e os benefícios da união das qualidades de gerações diferentes.



Depois da sessão aproveitamos para dar um rolé no shopping, conversar com amigo e fazer fotos com o Relâmpago e a Cruz,, personagens do filme, com o aplicativo "Disney Scan" que estava disponível no "Evento Carros 3", um circuito de recreação para crianças de 4 a 12 anos.


Fico grata por estas oportunidades que o blog me proporciona. Sem este convite provavelmente eu não teria visto o filme. E ainda fizemos um passeio gostoso de barcas e encontramos com amigos.

Fiz um passeio maravilhoso pelo centro do Rio. O roteiro foi: Mosteiro de São Bento para assistir a missa com cantos gregorianos, Morro da Conceição e MAR. Uma manhã de turista que me fez superfeliz.


Fico grata por dias lindos de sol e bem aproveitados.

Fiz muita arte com as filhas. Pintamos, fizemos mosaico e croché. A Sofia aprendeu a fazer amigurumis e está me ensinado. Em breve mostro por aqui.


Fico muito grata por apresentar os meus interesses para as minhas filhas e elas curtirem comigo.

Tivemos dias de inverno perfeitos no Rio de Janeiro com praia simplesmente maravilhosa. Água calma, transparente e gelada na medida certa. Cheia de peixes e algumas tartarugas. 


 Fico grata por dias lindos e tranquilos como essa cidade maravilhosa merece ser todos os dias. 

Estive na pré-estreia do "Filme da Minha Vida"  que estreia dia 03 de Agosto nos cinemas. Filme lindo, emocionante, poético e cheio de ternura dirigido por Selton Mello. Um encantamento. Vai ter post no blog e vou rever com certeza.

Além de ter tido a companhia da Ana Luiza, ainda encontrei com a amiga Feranada Reali. Perfeito!


Mais uma vez fico grata pelas oportunidades que o blog me oferece.

Conferi a cabine de imprensa do filme "Planeta dos Macacos: A Guerra" que também estreia dia 03 de agosto nos cinemas. Me surpreendi muito. Mas muito mesmo. Confesso que quando eu soube que a duração é de 2h30 eu fique bem receosa. Mas nem senti passar. O filme não é somente guerra, tem diálogos ótimos, emociona, tem um alívio cômico muito bom e um vilão de tirar o chapéu. Além de César, um macaco que faz a gente querer mudar de espécie. 


Bom, vou ter que ser, mais uma vez, grata as oportunidades que o blog me oferece.

E quando eu não esperava mais nada da minha semana. Estava tranquila em casa pintando, lendo, deixando o dia correr, uma amiga me manda uma mensagem perguntando se eu queria ir ao cinema com ela. Claro que eu quero. Cinema, amiga e pipoca é trio irresistível. Um convite irrecusável. E o filme era exatamente aquele que eu queria ver: "Monsieur e Madame Aldeman". Como disse a Martha Medeiros na crônica que fez sobre o filme, "um amor do início ao fim".


Sou muito grata a Fernanda Reali por ter e feito o convite e assim eu fechar a minha semana com muito mais do que eu esperava.



Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Garrafas Pintadas


Eu empaco com algumas coisas. Cismo que é difícil e pronto, nem tento. Aí, de repente, algo me motiva e eu resolvo arriscar e encarar. E normalmente me surpreendo com a facilidade. Foi assim, por exemplo, com a tal da Batata Rostie. Eu achava que era superdifícil de fazer e nunca nem tinha tentado. Na verdade, nunca nem tinha olhado uma receita. Até o dia que resolvi fazer a minha primeira batata rostie e vi que era muito simples.

Era assim com as garrafas pintadas. Eu olhava, admirava, mas achava que estava fora do alcance das minhas habilidades. Essa parada de trabalhar com vidro é muito difícil e ponto. Empaquei aí.

Até fiz umas garrafas pintadas com tinta lousa, as quais chamei de Garrafa Mensagem, e sempre uso aqui em casa. Mas fiz com a ajuda e orientação de uma amiga que é a louca das garrafas (ela ama pintar garrafas). E depois disso continuei empacada. Garrafas pintadas são lindas, mas não dou conta. Será?

Aí, na semana passada, com as filhas de férias, eu via algumas garrafas no lixo e me deu um aperto ver aquilo ser jogado por aí e ficar lá sujando o nosso planetinha. Resolvi então resgatar as tais botelhas e fazer algo divertido com elas. Chamei as filhas e encaramos a pintura. E não é que me surpreendi?

Como pintar garrafas

Amei o resultado. Amei do tipo ficar olhando e babando. 

Eu pintei as garrafas pensando em usá-las com um jogo americano também pintado por mim. Porém, depois eu percebi que essas bonitinhas são muito versáteis.  

Como pintar garrafas

Elas podem ter outras utilidades na decoração.

Como pintar garrafas

E ajudam o ambiente a ficar mais alegre e colorido.

Como pintar garrafas

E vou contar uma coisa, são muito fáceis de fazer. Como faz? Muito simples!

- Lavar e secar bem os cascos (esses que usei são de leite de coco e de cerveja);
- Passar, com um pincel, uma primeira camada de primer para metais, pet e vidro e deixar secar muito bem. É fundamental estar bem seco;
- Passar a segunda camada de primer e deixar secar bem;
- Dar uma mão de tinta PVA branca ou mineral e deixar secar bem;
- Pintar na cor desejada (a quantidade de camadas depende da cor escolhida. Normalmente de 2 a 4 demãos);
- Fazer os desenhos desejados;
- Finalizar com verniz (eu uso o fosco).

Simples assim! Eu estou amando pintar garrafas.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

1 semana = 7 saladas mandalas


O último post de saladas foi em abril! Nossa, muito tempo! De lá pra cá já fizemos muitas saladas. Separei sete dicas e coloquei neste post. Tem salada variada para a semana toda. Vamos lá!


  • salada de broto de feijão e abacaxi - alface, alface mimosa, espinafre, brotos de feijão, alfafa, tomatinho vermelho e laranja, pepino e abacaxi.
Para esta salada eu fiz um molho com o suco de um limão, quatro colheres de sopa de molho de soja, meia colher de sopa de azeite e temperei com uma pitada de sal.



salada de broto de feijão e abacaxi

  • salada colorida - com muitas folhas (alface crespa, alface roxa crespa, folha de beterraba baby, rúcula), alfafa, cenoura ralada, palmito, tomatinhos e milho.


Saladas variadas para uma semana


  • Salada de Burrata com tomates confit - muitas folhas, como sempre, (alface crespa, alface roxa, agrião e rúcula); alfafa; tomatinhos confit; burrata; presunto cru; e molho pesto de rúcula.
Ideias de saladas diferentes

  • Salada Pepino com Melancia - salada bem leve com muitas folhas, pepino, melancia, mussarela de búfala, cramberry e nozes pecãs.

Sete saladas diferentes


  • Salada de figo e jiló -  folhas (alface crespa, alface roxa, rúcula e couve), figos, mussarela de búfala, nozes Pecan e chips de jiló. Mó delícia.


Dicas de saladas para uma semana


  • Salada de folhas e uva -  muitas folhas sempre. Uva rubi, uva verde, queijo de cabra, tomatinhos, milho, azeitona preta, semente de abóbora e capuchinhas para enfeitar.


sete saladas diferentes para uma semana

  • Salada diferente #sqn - feita com a ajuda da filha e tem folhas (alface crespa, alface roxa, alface, rúcula, couve cortada bem fininha), ovo de codorna, manga, tomatinhos e azeitonas. Mesmo que os ingredientes já tenham sido usados em outra salada, a arrumação dá a impressão de que é uma grande novidade.



Para todas as saladas eu faço um molho com uma colher de sopa de mostarda, suco de meio limão, duas colheres de sopa de azeite, uma colher de molho inglês, um fio de molho de soja e uma pitada de sal. 

Aqui no blog tem outras dicas de saladas. Vou deixar aqui a série de posts 1 semana = 7 saladas:

- Uma semana = sete saladas diferentes - 1ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 2ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 3ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 4ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 5ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 6ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes + dicas;

terça-feira, 25 de julho de 2017

Um passeio pelo Morro da Conceição


Bem ali na região da Praça Mauá, escondido atrás dos prédios altos, está o Morro da Conceição. Olha aí a "dona do morro". Na verdade, a padroeira dessa verdadeira joia de valor histórico e cultural da nossa cidade, mas ainda pouco conhecida, visitada e explorada pelos moradores e turistas.

O que fazer no Rio

Eu mesma já tinha ido às proximidades do Morro da Conceição algumas vezes, mas nunca tinha subido efetivamente. Vejam só, eu colaborei com o projeto de revestimento da escadaria do morro fazendo uma parte do mosaico (contei no post "Escadaria do Morro da Conceição de Cara Nova") e não fiz o passeio completo.

Escadaria do Morro da Conceição

Mas desta vez aproveitei que o Flávio do "Por Onde Andei - Passeios Históricos" guiou um grupo e me juntei. O passeio foi ótimo! Começamos com uma visita ao Mosteiro do São Bento para assistir uma parte da missa com cantos gregorianos, seguimos para o Morro da Conceição e terminamos no MAR visitando as exposições. Ou melhor, eu terminei no MAR. Eles ainda foram almoçar no Albamar e eu me arrependi de não ter ido também. Mas vou focar o post no Morro da Conceição.

O nome Morro não tem nada a ver com favela.  É a formação geográfica mesmo. A história da ocupação do Morro da Conceição se entrelaça à Invasão Francesa do século XVIII. Era do alto dos morros que o exército português protegia a cidade e tinha vista privilegiada da nossa Baía. Foi no alto deste morro que os portugueses instalaram a Fortaleza da Conceição, que atualmente funciona como Museu Cartográfico do Exercito, para defender as terras cariocas da ousadia dos corsários franceses, em especial a René Duguay-Trouin.

O nosso passeio fez o seguinte percurso marcado em vermelho no mapa.

Passeios diferentes no Rio de Janeiro

O Morro da Conceição tem vários acessos. Pode ser pela Pedra do Sal, pelo Jardim Suspenso do Valongo (já fiz esse passeio, mas não cheguei a subir no morro na época). Pode ser pela Igreja de São Francisco da Prainha que tem um acesso bem bonito ao morro (mostrei no post "Um passeio pelo Largo de São Francisco").

Mesmo com tantos acessos, o Morro da Conceição ainda é um desses lugares escondidos da cidade do Rio de Janeiro que quando conhecemos nos surpreendemos. E uma das opções mais fáceis e recomendáveis é o passeio a pé a partir da Ladeira João Homem. Ou seja, pela escadaria em mosaico, aquela que eu colaborei.

Na entrada, a placa já avisa que o Morro da Conceição é um oásis carioca! E é mesmo. É desses lugares que fazem a gente viajar no tempo. Não tem jeito, andando pelas ladeiras e ruelas, inevitavelmente nos sentimos em outros tempos.

O que ver no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

Assim que subimos a escada colorida nos deparamos com a charmosa Nave Cosmonauta Mosaicos que foi responsável pelo projeto de colorir a escadaria. 

O que fazer no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

No caminho, encontramos iniciativas sustentáveis como a parede de mudas e o incentivo à coleta de lixo reciclado. 

Passeios imperdíveis no Rio de Janeiro

Alguns passos morro acima encontramos o Bar Imaculada. Um lugar gostoso, com decoração legal, ambiente descontraído e comida muito boa. O bolinho de arroz, feijão e carnes de feijoada é maravilhoso. A geleia de pimenta dá um toque todo especial. Sempre tem fila na hora do almoço.


Seguimos subindo com calma e observando a riqueza arquitetônica.


Aliada à criatividade. Tá vendo a turista fotografando o pé de laranja carregado de frutinhas? Pois é, a vontade de comer fruta do pé foi tão grande que o morador pendurou as laranjas com fio de nylon na árvore.

Curiosidades sobre o Morro da Conceição

Os detalhes estão em todos os lugares. Nos vasos de plantas em frente às casas.

Passeio no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

Nas portas.

Passeio no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

Nas janelas.


Nas fachadas.


Nos orelhões. Sim, tem orelhões por lá. Afinal, estamos voltando no tempo.



Nas calçadas.


Nos telhados.


Enfim, uma descoberta a cada passo. Um encantamento a cada olhar. 

E assim, sem sentir a subida, chegamos ao final da Ladeira João Homem e nos deparamos com a Praça Major Valô, também conhecida como Praça da Conceição.

Praça Major Valô

Praça ampla, linda, sem bancos, com a imponente imagem de Nossa Senhora da Conceição ao centro e ao fundo a Fortaleza da Conceição que foi construída no século XVIII. Atualmente tombada pelo Iphan, desde 1938. Objetivo era instalar canhões num local alto o suficiente para proteger o trecho que se estende do Valongo a Praça Mauá e com o alcance para a defesa da Ilha das Enxadas. A visita é gratuita, de segunda à sexta, mas é preciso agendá-la. Como o nosso passeio foi no domingo, não pudemos fazer a visita.

Seguimos à esquerda para observar a fachada do antigo Palácio Episcopal da cidade. Lindo! 

Antigo Palácio Episcopal do Rio de Janeiro

Retornamos ainda nos encantando com surpresas no caminho, como este relógio de sol.

Morro da Conceição no Rio de Janeiro


Seguimos, desta vez, pela direita da Fortaleza, para a Rua Jogo da Bola, onde se localiza a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Uma pequena igreja datada de 1895 que é dedicada à padroeira do lugar. 

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Uma coisa que eu achei interessante neste trecho da rua é que a grande maioria das casas tem uma imagem religiosa na fachada.



Seguindo um pouco mais à frente chegamos ao ponto 9 do mapa, a Praça Leopoldo Martins. Um reduto de tranquilidade. Tão próximo ao burburinho e agitação da Praça Mauá e ao mesmo tempo tão distante no estilo de vida. 


Dali, virando à esquerda pode-se optar por descer o morro pelos Jardins Suspensos do Valongo, antigo oásis da cidade (passeio que eu fiz em 2013 e quero voltar. Mostrei no post "Rio dos Escravos"), mas nós optamos por retornar pelo mesmo caminho. 

Um passeio apaixonante (por isso tantas fotos). Vale a pena!



Esse passeio show de bola eu fiz guiada pelo Flávio do Por onde Andei - Passeios Históricos. Para quem quiser conhecer mais do Rio de Janeiro, vale a pena entrar na página Por Onde Andei e ficar de olho nos passeios.

Outros posts da região do Morro da Conceição:



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Filme "Os Meninos Que Enganavam Nazistas"


“Os Meninos que Enganavam Nazistas” (Un Sac De Billes), que chega ao cinema em 03 de agosto, é um filme emocionante. Uma história real e autobiográfica baseada no famoso best-seller com as memórias do francês Joseph Joffo.


Eu tive a oportunidade de assistir na cabine de imprensa esse filme que conta a história de dois jovens irmãos judeus que, durante a Segunda Guerra Mundial, precisam fugir de Paris ocupada pelos alemães em direção à zona livre, Nice. 

A história se passa entre 1941 e 1944, período da Segunda Guerra Mundial, e retrata os horrores da perseguição nazista aos judeus. No início, embora a França estivesse ocupada pelos alemães, a família Joffo está relativamente tranquila. Até que é exigido que a população judaica identifique suas roupas com uma estrela amarela. Sentindo que o pior está por acontecer, a família judaica decide separar-se para evitar suspeitas. É neste cenário que os irmãos Joseph, de apenas 10 anos e narrador da história, e Maurice de 12 anos, precisam fugir sozinhos de Paris rumo a Nice. Eles saem na calada da noite com um pouco de dinheiro, um mapa, algumas orientações dos pais, lágrimas nos olhos, medo, mas muita determinação. 

A viagem é nada fácil para os dois meninos. A estrada é longa, perigosa e é difícil identificar as pessoas que são de confiança. Mas ao longo do percurso de paisagens deslumbrantes os meninos demonstram seu amor um pelo outro, pela família, e encontram pessoas solidárias. E os meninos vão aprendendo a sobreviver, ou seja, a enganar os nazistas. 

Apesar de todo o sofrimento da perseguição, da separação da família, a história traz um toque de ternura, inocência e até alegria em alguns momentos. Isso por ser vivida e contada pela perspectiva de uma criança de 10 anos. 

Um belo filme entre sorrisos e lágrimas em torno de uma história verdadeira, onde belas imagens são vistas e emoção é sentida.

Apenas uma curiosidade: o mapa da viagem dos dois irmãos. Eu adoro um mapa!


Paris - Gare d'Austerlitz - Dax - Hagetmau - Aire-sur-l'Adour - Marseille - Menton - Sainte-Agnès: Chez les Viale - Nice - La Moisson Nouvelle - Hôtel Excelsior - Montluçon - Ainay-le-Vieil - Aix-les-Bains - Rumilly (village de R) - Paris

Eu me coloquei no lugar daqueles pais que precisaram mandar os filhos sozinhos para atravessar o país em meio a 2ª Guerra Mundial e sem nenhuma tecnologia. Sem um GPS para se localizarem, sem um WhatsApp para enviarem informações (se bem que isso seria perigoso).  Eu que já não sei como a minha mãe sobreviveu à minha adolescência na era sem-celular, só mesmo um medo muito maior, uma necessidade de sobrevivência, para me fazer soltá-las assim. Muito bom para ver do que as crianças são capazes.


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